terça-feira, 25 de maio de 2010

Museu de frutas

Em algumas daquelas conversas "pelo muro" com a vizinha, minha mãe descobriu uma raridade nos dias de hoje em São Paulo: um quintal cheio de árvores frutíferas. E melhor ainda, a maioria frutíferas nativas e "raras".
F., que comprou a casa já com o quintal pronto, ganhou junto com a escritura um mapa de identificação das árvores. Seu Antônio, antigo proprietário, caprichou na escolha das espécies, e desenhando o mapa fez questão de transmitir para o morador seguinte a importância que tem aquele pomar.
São apenas duas espécies exóticas (lichia, originária do sul da China, e limão-cravo, da Índia) entre diversas frutíferas nativas brasileiras, muitas das quais a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar: grumixama, cambuci, jaboticaba, uvaia, cereja-da-mata e cambucá.
Os passarinhos se deliciam nesse jardim tão variado e eu já ganhei sementes de cambuci e cereja-da-mata, que frutificaram recentemente.
Pra colaborar com esse museu vou fazer a minha parte tentando multiplicar essas espécies e espalhá-las por aí, para que mais gente possa ter a oportunidade de conhecer frutas que quase não se encontra mais pela cidade.
E você, tem ou já teve alguma árvore frutífera no quintal?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vida curta

Quando faz um pagamento com cartão de débito ou crédito, você realmente guarda aquele papelzinho emitido pela máquina para fazer a conferência das suas contas no final do mês ou ele logo vira uma bolinha e vai parar no lixo ou fica esquecido dentro de um bolso?
Pois se você não é dos que faz questão de ter os gastos muito bem documentados, na hora de passar o cartão avise o vendedor que você não precisa da sua via e ele pode cancelar a impressão.
Algumas máquinas insistem em emitir o tal papelzinho, mas boa parte delas aceita que essa operação seja cancelada.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Reflexos no meio ambiente

Mais um caso de pouquinho que vira muito:
Só o estado de São Paulo tem 65.000 salões de cabeleireiro registrados além de mais um tanto que funcionam na moita, com certeza. Se cada um deles atender uma única cliente por dia para o serviço de reflexo (ou luzes, ou mechas, etc), serão jogadas DIARIAMENTE 75 toneladas de papel de alumínio no lixo.
Você aí, do cabelo iluminado, já tinha parado pra pensar nisso?
Mas não se desespere, há uma saída: uma empresa italiana desenvolveu um jeito de fazer tintura em mechas sem usar o alumínio. O método já está chegando ao Brasil e é simples, fácil de usar e barato para o salão.
Agora cabe a você fazer a sua parte e pedir ao seu cabeleireiro que adote a novidade.
Urgente!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Urucum

Parece boca de monstro devorador de olhinhos inocentes, o fruto da Bixa orelana, vulgo Urucum.

domingo, 18 de abril de 2010

Para pedalar e pensar

Domingo de sol e a família convidou para um passeio na ciclovia ao longo de parte do rio Pinheiros. Depois de poucos metros de pedalada a sensação já era de que esse deve ser um caminho sem volta. Ao transformar em ciclovia uma pista de asfalto que já existia para a manutenção do rio e da linha de trem que o acompanha, o governo do estado de São Paulo deu para o paulistano, além de mais um espaço de lazer, a oportunidade de um contato mais íntimo com o rio, que antes só era visto de longe pela janela do carro. Intimidade mesmo só se tinha com o cheiro, que inevitavelmente invade o nariz de quem passa pela marginal.
Durante todo o passeio ouvi comentários dos ciclistas a respeito do aspecto denso da água, do cheiro de esgoto, da quantidade de lixo boiando e da péssima vida que devem ter as poucas aves que podem ser vistas por ali. Até as crianças observam e fazem comentários. Para "o bem", chamam a atenção a limpeza do lugar, a quantidade de gente que já frequenta a ciclovia e as placas que avisam sobre as capivaras. Censo recente dá conta de mais de 250 indivíduos, entre filhotes e adultos, que vivem às margens do rio.
Pedalando de volta para casa vim torcendo para que a longa faixa vermelha que acompanha o Pinheiros seja um espaço para o paulistano meditar e acordar para a responsabilidade de fazer alguma coisa. Ainda dá tempo. E cabe a cada um pensar em qual pode ser a sua parte. Vale ligar para o governador para elogiar, fazer sugestões de como melhorar o local, pensar duas vezes antes de jogar um papelzinho no canteiro, pedir a expansão da ciclovia ao longo de todo o rio e mais passarelas de acesso a ela, cobrar da empresa onde trabalha atitudes de respeito e pró-atividade com a cidade e o meio ambiente, participar como voluntário de projetos educacionais que ensinem à população carente (e à não tão carente também) a importância do respeito à natureza, entre inúmeras outras iniciativas que, por menores que sejam, sempre dão algum resultado.
Vá passear na ciclovia e volte você também com a sensação de que uma cidade mais decente só depende de cada um fazer a sua parte.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quer dar uma mãozinha?

Pra ajudar o pessoal da reciclagem a processar tudo um pouco mais rápido, ao invés de brincar de acertar bolinhas de papel no cesto de lixo jogue as folhas inteiras ou, melhor ainda, rasgadas. É picadinho que o papel usado começa o processo de virar papel novo outra vez.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Inspiração

Abrir pela primeira vez um fruto de Pachira aquatica, espécie amazônica conhecida popularmente como Monguba ou Cacau-selvagem, é uma deliciosa surpresa. As sementes podem ser comidas cruas ou cozidas e vem organizadíssimas dentro de uma casca dura que racha quando o fruto maduro é exposto ao sol. Para germinação têm curta durabilidade; devem ir para a terra o mais rápido possível e germinam em cerca de 5 a 10 dias.
Com certeza foi à sombra de uma árvore dessas que o coelho da Páscoa teve a genial idéia de criar os ovos de chocolate recheados de bombons!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nós e eles

Em tempos de lixo soterrando gente, que tal aprender com quem teve idéias melhores do que a de construir casas em cima de um lixão e fez o dever de casa em grupo?

quinta-feira, 25 de março de 2010

A utilidade das pessoas inúteis

A região da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, originalmente era ocupada por Mata Atlântica, que foi praticamente toda destruída em razão da retirada de madeira para a construção do Rio de Janeiro, produção de carvão e lenha para os engenhos de cana-de-açúcar, exportação das espécies nobres e fins domésticos variados, além da expansão da lavoura de café em quase toda a área.
Em meados de 1650 começou-se a falar na defesa das florestas para manutenção dos mananciais e em 1844, após uma grande seca, o ministro Almeida Torres propôs a desapropriação das casas ali existentes e o plantio de árvores para salvar as nascentes do Rio de Janeiro. “Em 1862 o imperador dom Pedro II nomeou o major Manoel Gomes Archer para tomar conta da área, inicialmente com a mão de obra de apenas seis escravos da união escolhidos entre os considerados inúteis para qualquer outro tipo de trabalho: um menino de doze anos, uma mulher e quatro homens de mais de cinqüenta anos. Em dez anos, plantaram 76.394 árvores. A partir daí a natureza restaurou-se e hoje existe o Parque da Floresta da Tijuca, maior floresta urbana do mundo, com uma flora rica e diversificada de espécies nativas e exóticas”.*

*trecho retirado do livro Meio Ambiente: e eu com isso? da autora Nurit Bensusan

terça-feira, 23 de março de 2010

Lindas, leves e soltas

Encontrei sementes de Pau-marfim (Balfourodendron riedelianum) passeando no Parque Ibirapuera. Ao contrário do Andá-assu, nenhuma marretada foi necessária; essas lindas borboletas de quatro asas caem prontas da árvore. Basta cavar um buraquinho na terra, colocar a semente lá dentro do jeito que está, regar um pouquinho todos os dias e torcer para germinar dentro de um mês, em média. Não são todas que nascem, mas com um pouco de sorte...