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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vinagre: 1001 utilidades - parte 5 - na limpeza de vidros


É bem no comecinho do dia, quando os raios de sol chegam de lado nas janelas, que a gente percebe como o vidro está sujo. Aqui no sítio não temos o problema da poluição nem da sujeira oleosa que sai do escapamento dos carros nas cidades movimentadas, mas em compensação as vidraças ficam cheias de uma terra bem fininha e marcas de bichos variados que se chocam, como aqueles que morrem no parabrisas, na estrada. E mais uma sujeira esbranquiçada que faz a vista do jardim ficar turva, opaca, como visão de mergulho submarino.

Pois hoje cedo me deu os cinco minutos e ataquei de álcool, vinagre, pano e jornal, para fazer uma experiência. Limpa-vidros já era, não compro faz tempo. Caiu fora da lista de supermercado quando comecei a substituir produtos de limpeza industrializados por soluções caseiras, que são sempre mais baratas e menos tóxicas.

Andava usando jornal amassado embebido em álcool, como aprendi na casa da Mamma - e é ótimo - mas desde a última limpeza estava para experimentar vinagre com água, seguindo indicações. Limpei metade da janela e já aprovei. Mais do que aprovar, achei espetacular. O vidro simplesmente desapareceu e entrou em casa o verde lá de fora, lindo, vivo, enchendo a casa de jardim.


Fiz algumas variações de diluição para testar e acabei chegando à conclusão de que, ao menos para a sujeira daqui, funciona muito bem diluir um copo de vinagre (vinagre de álcool, que é o que uso para tudo) em três copos de água. Mas você pode fazer seus testes, se achar necessário. Cheguei a usar vinagre puro, que funcionou também, mas se diluído limpa bem, é desperdício usá-lo puro.

Na hora de aplicar, mais testes:
- Mergulhei um pano limpo no balde, torci e passei direto no vidro, secando em seguida com outro pano bem sequinho. Ótimo.
- Umedeci uma folha amassada de jornal na solução de vinagre e passei no vidro, secando em seguida com um jornal seco. Ótimo também.
- Borrifei a solução de vinagre no vidro, passei pano e sequei em seguida. A mesma coisa com jornal. Ótimo de novo.

Tudo ótimo, funciona de qualquer jeito.
E melhor ainda é relembrar as vantagens pré e pós uso: vinagre é barato, está à venda em qualquer lugar, não é tóxico para a pele e não polui a água que vai para o esgoto na hora da lavagem do pano.

A indústria que me desculpe, mas limpa-vidros nunca mais. Para que?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Estação seca e sachês de cânfora ou Faça do limão uma limonada


Sim, está seco demais, por isso a gente dorme mal, sente a garganta pegar, tem dor de cabeça no final do dia, os lábios racham, a pele repuxa e mais um monte de sintomas e reclamações. Mas também é preciso lembrar que essa é uma fase mais do que normal no ciclo das estações do ano e que tem função importante na vida das plantas. É com a chegada da seca que caem as folhas velhas de diversas espécies de árvores, para que venham as flores, as sementes e depois as novas folhas. E quem tem um pouco de prática com orquídeas sabe que algumas espécies só florescem depois de um stress hídrico, ou seja, seca prolongada.

Claro que o fato de conhecer esses detalhes não diminui o desconforto diário dessa época do ano, mas e se, já que não há muito a fazer, tentarmos aproveitar o lado bom da coisa?

É tempo de tirar proveito do ar seco e abrir armários, colocar colchões, travesseiros e cobertores ao sol e lavar tênis e tapetes, coisas chatas de secar quando o tempo não está esturricando.
Uma boa faxina sempre cai bem, se não pelo prazer de arrumar e renovar, ao menos pela curtição do resultado final. Além disso, é sempre uma oportunidade de descobrir coisas que você nem se lembrava mais que tinha e selecionar o que é realmente importante que fique. O resto pode ser passado adiante, para fazer parte da vida de outras pessoas.

E no final da organização, para manter brocas, traças, formigas e outros insetos afastados e arrematar com um charminho, espalhe pelas gavetas e armários pequenos sachês de cânfora, que substitui com eficiência (e perfume muito melhor!) a fedida naftalina.

A cânfora tem aquele aroma inconfundível de creme para massagem muscular. É extraída da Cinnamomum camphora, árvore nativa do Oriente popularmente conhecida como canforeira que faz parte da família botância Lauraceae, a mesma do louro e da canela, utilizados nas cozinhas do mundo inteiro.
Normalmente encontro tabletes de cânfora a venda em farmácias, mas por algum motivo misterioso é comum que em certas épocas ela desapareça do mercado. Já ouvi dizer que encontra-se também em lojas de produtos médicos, daquelas que vendem de material cirúrgico a equipamentos para fisioterapia.

Gosto de embalar a cânfora em retalhinhos de tecido, desses que a gente tem pena de jogar fora. Uso um cd como molde e corto o círculo cerca de 1 cm além do risco. Para amarrar serve qualquer barbante ou fitinha, também desses que a gente fica guardando sem saber bem para que. Taí a utilidade.
O importante é que seja coisa simples e rápida de fazer, pra não tomar muito tempo e você acabar achando que não vale o trabalho.

E não se assuste quando, daqui a alguns meses, você descobrir que seus sachês estão vazios. A cânfora é volátil e acaba desaparecendo por completo.
Hora de fazer tudo de novo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Velas no freezer


Este post não poderia ser classificado como dica ecológica não fosse o fato de te ensinar uma maneira simples de economizar preciosos litros de água e centímetros cúbicos de gás.
Se, como eu, você já ficou no fogão fervendo suportes de vela tentando livrá-los de restos de parafina derretida, sua vida vai mudar: esqueça tudo o que você fazia e passe a colocá-los no freezer por algumas horas.A parafina se contrai quando congela e na maior parte das vezes se solta sozinha do suporte. Se isso não acontecer, uma cutucadinha com ponta de faca até ouvir um tec resolve o problema. Juro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vinagre: 1001 utilidades - parte 4 - Box escorregadio

Sabe quando o piso do box (aquele que venderam para você como antiderrapante!) fica mais escorregadio que bebê ensaboado, tornando arriscadíssima a tarefa de ficar em um pé só para ensaboar o outro?
Então, vinagre nele!
Essa dica é quente e exclusivíssima, inventada, testada e aprovada ontem, aqui nesta verde casa.
Jogue um pouco de vinagre puro no chão do box, espalhe bem e deixe agir por quinze minutos. Antes de enxaguar, esfregue com uma vassoura de piaçava para que o serviço fique ainda mais bem feito.
E está pronto. A acidez do vinagre terá removido do piso os resíduos antigos de shampoo e sabonete, e no próximo banho você já vai poder caprichar na limpeza dos pés outra vez, lavar entre os dedinhos...

Em tempo: só para lembrar, minha dica de vinagre é o branco de álcool, que é incolor e a opção menos fedida entre os disponíveis no mercado.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vinagre: 1001 utilidades - parte 3 - Multiuso caseiro

Há 3 dias ando atrás de uma boa receita de multiuso caseiro.
Pelas páginas da internet descobri que dezenas de sites repetem as mesmas duas ou três fórmulas copiando uns dos outros, reproduzindo até os mesmos erros de português. E para falar a verdade, tive a impressão de que grande parte desses sites nem experimentou fazer o produto que indica.
Só que uma das minhas resoluções de ano novo foi largar de vez o multiuso industrializado, para diminuir meu contato (e dos gatos e cachorros que pisam no chão e lambem as patas) com produtos químicos. E para ter uma embalagem a menos para descartar, mesmo que ela seja reciclável.
Então escolhi uma fórmula e saí para comprar os ingredientes, mas pelas lojas da cidade descobri que não se encontra mais o tal do bórax, que me lembro de ter conhecido na infância. Minha mãe escondia pela casa, dentro de tampinhas de garrafa, uma mistura dele com açúcar para matar baratas.
Pois entrei em todas as (4) farmácias, (3) casas de produtos agrícolas e (4) supermercados, e a maioria das pessoas nem conhece o produto. Mas que fique claro: o bórax não é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Se não me falha a memória, minha infância foi nos anos 80!

Frustrada por não ter conseguido todos os ingredientes para minha experiência a la O Pequeno Químico, voltei ao computador e acabei encontrando uma fórmula mais simples, apenas com água, vinagre, limão e bicarbonato de sódio.
No final das contas, de duas fórmulas fiz uma, substituindo o bórax pelo limão, e cheguei à seguinte receita:

1 litro de água morna
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sopa de sal amoníaco
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 colher de sopa de sumo de limão (que entrou no lugar do bórax)
2 colheres de sopa de detergente de louça

Dissolvidos todos os ingredientes na água, dentro de um balde, coloquei a solução num borrifador usado de limpavidros.
Ao que se pode ver a olho nu, funciona bem e não tem deixado manchas nas superfícies limpas. Só senti falta de um perfuminho, então acrescentei algumas gotas de essência de citronela. Ficou ótimo!

Sobre os ingredientes:
- o vinagre, usei o branco de álcool. Entre todas as versões disponíveis no mercado, é o menos fedido.
- quanto ao sal amoníaco, podia jurar que daria voltas ao mundo atrás dele (nunca tinha ouvido falar nisso), mas foi o primeiro pacotinho branco que vi na prateleira de temperos do supermercado. Ele é usado em receitas de bolos, tortas e biscoitos para dar volume e "fofice" nas massas. E também foi ótimo descobrir que se é coisa de comer, não há de fazer mal no contato com a pele.
- o bicarbonato de sódio também está sempre presente junto aos temperos, no mercado, e é encontrado facilmente em farmácias.
- o bórax (que nunca encontrei) parece ter efeito bactericida e inseticida, por isso foi substituído pelo limão, que tem ação semelhante.
- o sumo de limão filtrei num paninho de pia, tipo perfex, para não ter o borrifador entupido. Espremi o limão em cima do paninho mesmo, e já escorreu pra dentro do balde.
- e a essência de citronela veio do petshop. Também pode ser substituída por lavanda, alecrim, tangerina...

Outros detalhes e observações talvez surjam com o uso diário, então volto a tocar no assunto.
E se você experimentar esta ou outra versão de multiuso ou produto de limpeza caseiro, por favor dê seu depoimento!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

É preciso acreditar!

Se você estava acostumada com "um copo americano para uma máquina cheia" e anda tendo dificuldade em acreditar que "uma tampinha basta", então somos duas.
Tenho dado prioridade a sabão concentrado para lavar roupas, baseada no fato de que "rende o mesmo que dois quilos de sabão em pó" e tem volume menor, embalagem menor e consequentemente ocupa menos espaço no transporte da fábrica ao supermercado, então economiza combustível, mas ando brigando comigo mesma na hora de adicionar o sabão à máquina, já que me toma uma vontade irresistível de colocar só mais um pouquinho.

É que para quem usava um copo cheio de pó, colocar só uma tampinha de líquido parece pouco, muito pouco.
Mas é preciso acreditar, cara amiga dona de casa! Liberte-se dos seus antigos hábitos e acostume-se a uma nova medida. Você vai conseguir (e eu também)!
Coloque-se no lugar da sua avó, que lavava roupa no tanque, esfregando cada peça com uma barra de sabão feito de banha, até que um dia falaram pra ela que um copo americano daquele pó azulado faria o mesmo serviço dentro de uma máquina que funcionava sozinha.
Que cara você acha que ela fez?

Pois bem vinda aos tempos modernos! Finalmente a indústria deixou de vender volume de sabão e passou a caprichar no princípio ativo, então faça a sua parte e acredite.
Aproveite também para trocar o detergente de louças e a cera para o piso, que antes vinham cheios de água, pelas novas opções mais concentradas. Já está tudo disponível no mercado, falta só o consumidor prestigiar.

E só pra não dizer que melhorou muito, ainda acho que as embalagens poderiam ser menos caprichadas. Isso mesmo: embalagens piores. A do sabão de roupas da foto acima, por exemplo, pesa vazia quase o mesmo que o produto que saiu lá de dentro. Se houvesse refil, esse mesmo frasco passaria de mão em mão pelas próximas 3 gerações da minha família, tamanha a qualidade e espessura do material.
Para usá-lo apenas por um mês e depois encaminhá-lo para a reciclagem, eu ficaria mais feliz se ele fosse mais fino, mais mole, mais leve...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Do box para a pia da cozinha

Se você anda pensando no que mais pode fazer para diminuir o impacto ambiental sua casa, eis uma sugestão.
Não é ideia minha nem grande sacada de ninguém, é simplesmente um retorno aos hábitos de antigamente, afinal houve um tempo em que não existiam buchas industrializadas.
Por aqui ando em fase de adaptação.
É de fato diferente e no começo a gente estranha, mas nada a que não se acostume.
Por ser um pouco mais dura do que a versão industrializada, a bucha vegetal não se molda tão bem à mão além de produzir um pouco menos de espuma, então você pode ter a sensação de que não está limpando bem seus pratos. Mas lembre-se que você já ouviu falar em algum lugar que não é a espuma que limpa; é puro efeito psicológico, por isso ela faz papel de protagonista em comercial de detergente.
E com um certo tempo de uso, quando a bucha já está amolecida depois tanta louça e você adaptado depois tanta boa vontade, tudo passa a ser normal!
Experimente. Não perca a oportunidade de mudar mais um hábito e jogar uma coisa a menos no seu lixo não reciclável.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vinagre: 1001 utilidades - parte 2

Um paninho umedecido com vinagre branco resolve 90% dos casos de falta de brilho em peças cromadas. É ecologicamente correto e dá uma boa renovada no visual das suas peças mais velhinhas, experimente!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vinagre: 1001 utilidades - parte 1

Quem anda pesquisando substitutos "naturais" para produtos de limpeza industrializados já deve ter percebido que o vinagre está em boa parte das fórmulas.
Aí vai uma sugestão muito simples de uso do vinagre puro:

Substitua o amaciante de roupas por vinagre branco. Dependendo do tamanho da sua máquina de lavar, coloque de meia a uma xícara de vinagre na água da última fase de enxágue ou diretamente no compartimento destinado ao amaciante, se sua máquina é das modernas. Além de amaciar as fibras das roupas você também garante a boa fixação das cores fortes.
Se você, assim como eu, não gosta nem de passar perto de vinagres e outros cheiros ácidos, opte pelo vinagre de álcool. Além de ser realmente incolor é a melhor opção no quesito aroma.
E ao contrário do que você possa estar imaginando, sua roupa não corre o risco de ficar com cheiro de pepino em conserva.