terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Curtição de férias: grafite natureba!

A ideia é incrível: uma pichação verde com tinta à base de musgo!
Na teoria parece funcionar, e é claro que já estou juntando os ingredientes para experimentar e ver com meus próprios olhos.
Aí vai a receita, tirada desse link, de onde também veio a imagem acima.

Ingredientes:
- 3 punhados de musgo
- 700 ml de água morna
- 2 colheres de sopa de gel para plantas
- 120 ml de leite

Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador de 2 a 5 minutos, até que adquira a consistência de gel.

Daí é só usar a gororoba para pintar uma superfície de madeira ou concreto áspero (a textura rústica facilita a fixação do musgo), umedecer com borrifos de água uma vez por semana e assistir sua obra de arte surgir aos poucos.
Não parece genial?
Vou experimentar e assim que surgir algo fotografável mostro as imagens.
Alguém mais se habilita?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A beleza do acaso

Uma caminhada pela rua durante a primavera, principalmente depois de algumas chuvas, é garantia de encontrar bonitas cenas de vida "espontânea".
Na foto, o que parece ser uma variedade de Filodendro se vira como pode na cavidade de um tronco de Resedá (Lagerstroemia indica), onde certamente brotou sozinho.
Um passarinho que carrega sementes, um pedacinho de galho levado pelo vento... são obras do acaso que a natureza não deixa passar.
São chances de começar tudo de novo de um novo jeito.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

15 de dezembro - Dia do jardineiro

Flores

Em homenagem a todos os jardineiros, amadores e profissionais, que põem a mão na terra com gosto.

Dê um "up" no seu canteiro

Fazer um canteiro no quintal, no nível do solo, requer um pouco de trabalho braçal para revolver a terra, enriquecê-la com adubo e preparar o local para o plantio. Mas existe uma maneira simples de fugir desse esforço físico: construir um canteiro elevado com bordas simples de instalar. Você pode usar toquinhos de madeira, tijolos, garrafas pet e o que mais achar que se aplica a uma muretinha de contenção. Só é necessário cavar uma canaleta para enterrar um pouco os elementos da borda, assim eles ficam firmes e não correm o risco de deixar tudo desmoronar.
O passo seguinte é encher o canteiro com uma boa terra adubada e plantar suas mudas, que podem ser decorativas ou comestíveis, como nessa horta da foto.
Um canteiro elevado, por pouco que seja, tem mais presença no jardim do que um ao nível do solo, e caprichar nas bordas de contenção dá um toque ainda mais simpático ao paisagismo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Água grátis!

Um tanto de água vai cair do céu até o fim dessa semana em quase todo o país e a maior parte de nós vai deixá-la ir ralo abaixo. Menos os espertinhos que tem algum tipo de sistema de captação de água da chuva.
Quem tem um pouco de grana disponível e a oportunidade de projetar um bom sistema de captação de água em casa pode usar a chuva para lavar a roupa, o quintal, molhar as plantas, dar descargas...
Mas não pense que só eles tem esse privilégio!
Existe uma maneira mais simples de fazer isso, que limita um pouco o uso da água mas é muito eficiente para algumas situações. Eis:

A bombona foi comprada de uma empresa que comercializa material reciclável. Era uma embalagem industrial de sabão.
O paninho velho foi a toalha de mesa da minha infância (sim, esse é o sistema de captação de água da casa da Mamma Gyver!).
E a cinta que segura o paninho já rodou quilômetros por aí: câmara de pneu de bicicleta.
Como você pode ver, é tudo reaproveitado.

A idéia é armazenar a água que vem do telhado e escorre pela calha, e o paninho fino tem duas funções: filtrar folhas e sujeiras e evitar a proliferação de mosquitos.
A água fica lá dentro mesmo, e na hora de regar as plantas e lavar o piso é só tirar o paninho pra encher o balde ou regador.
Uma outra opção, ao invés de retirar a água por cima, é colocar a bombona sobre uma base de uns 30 cm (alguns tijolos, por exemplo) e instalar uma torneirinha na parte mais baixa dela, assim aproveita-se todo o volume de água. Dá até pra colocar uma mangueira.
Quem mora em casa pode facilmente montar esse sistema, basta escolher um canto de telhado onde se possa retirar o duto da calha e deixar a água escorrer para dentro da bombona.

Se você for rápido, até o final da semana vai ter conseguido guardar uns 200 litros de água, porque aí vem chuva!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Para bom entendedor...

...meio tronco basta.
Se você é um deles, além de perceber que se trata de uma Mangueira (Mangifera indica), a essa altura já balançou a cabeça em sinal de reprovação.
Mas se você não sabe do que estou falando...
É comum ouvir dizer por aí que para ter uma boa colheira de mangas é necessário fazer cortes no tronco da árvore. A dica até é válida se você tem uma mangueira que não produz há muito tempo, mas mutilações frequentes só maltratam e colocam em risco a vida da árvore.
Volte à fotografia e repare na quantidade de cortes cicatrizados.
Quando se encontra sob ameaça de morte, a maioria dos vegetais tende a produzir frutos (e consequentemente sementes) na tentativa de gerar decendentes e preservar a espécie. Por isso, quando é ferida no tronco a mangueira logo trata de florescer e frutificar. Mas imagine esse stress frequente e em altas doses!
O correto, no caso de uma árvore que está há muitos anos sem produzir, é tirar apenas um pedaço da casca, algo do tamanho da sua mão. E mesmo pequena, essa ferida já pode ser porta de entrada para doenças no sistema circulatório da árvore, por isso é bom parar por aí.
E o que realmente ajuda na qualidade e na quantidade da produção de frutas é caprichar na adubação no entorno da árvore de dois a três meses antes da época de frutificação, o que no caso das mangueiras acontece no verão.
Aí sim você estará estimulando sem agredir.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lenda urbana

Na década de 90, época da ampliação da avenida Brigadeiro Faria Lima, o enorme Jequitibá rosa (Cariniana legalis) da foto conseguiu uma façanha: alterar o traçado da via.
O local era o quintal de uma residência, e diz a lenda que o projeto da prefeitura previa a retirada da árvore, mas o porte e a importância dessa espécie nativa brasileira se impuseram e ela conseguiu ficar. Um canteiro foi projetado no seu entorno e hoje até uma plaquinha pode ser vista fincada ao seu lado fazendo as honras à nobre figura.
O Jequitibá rosa é uma das maiores árvores da flora brasileira. Quando adulta pode alcançar os 50 metros de altura, e seu tronco ultrapassa facilmente os 70 cm de diâmetro. Floresce durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro e suas sementes podem ser colhidas entre agosto e setembro.
Se quiser conhecer pessoalmente essa lenda viva, ela está firme e forte esperando sua visita na avenida Faria Lima altura da rua Tabapuã.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Olhe e veja

Enquanto você caminha apressado pelas ruas olhando só do nível dos seus olhos para baixo, um mundo de coisas interessantes acontece acima da sua cabeça e você nem percebe.
Esse Imbê (Philodendron bipinnatifidum), por exemplo, nasceu espontaneamente a cinco metros de altura preso ao tronco de uma Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides). Não se importou com as amarrações de faixas de propaganda, os fios elétricos que passam pela árvore nem com a poluição da avenida.
A semente provavelmente foi levada até ali por um pássaro e, com um pouco de umidade, germinou. As condições do local ajudaram e a planta atingiu cerca de quatro metros de diâmetro sem uma única raiz alcançar o solo.
O Imbê não prejudica a árvore; suas raizes estão apenas presas ao tronco sem sugar sua seiva, e se alimentam da decomposição de folhas e matéria orgânica que se deposita sobre elas.
Coisa bonita de ver.
Que tal dar uma inclinadinha na cabeça para prestigiar?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lixo + lixo = ervas na janela

Latas de tinta bem lavadas forradas com o que sobrou do revestimento emborrachado da parede do fogão deram forma a uma hortinha de ervas e pimentas na janela da cozinha.
Ia tudo para o lixo, mas com uma boa dose de criatividade e o olhar atento a possíveis combinações de sobras de materiais, a minha Mamma Gyver deu essa simpática solução a custo zero.
Foi em casa, desde criancinha, que eu fiz o curso prático de inventar coisas...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Simpático programinha de fim de semana

Para quem mora em São Paulo e curte orquídeas, um programa gostoso para o fim de semana: Expoverão 2010. O evento, da Associação Orquidófila de São Paulo, terá exposição de 800 plantas de coleção, venda de livros, adubos, substratos, vasos e orquídeas, além de um curso gratuito de cultivo de orquídeas acontecendo três vezes ao dia.

Data: 3, 4 e 5 de dezembro de 2010
Horário: das 9 às 19 horas
Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
Endereço: Rua Galvão Bueno 540, Liberdade
Curso gratuito de cultivo de orquídeas: todos os dias às 10, 14 e 16 horas
Ingresso: entrada gratuita
Mais informações: (11) 3207-5703

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aprenda a fazer o saquinho de jornal - o video!

Filmado na presença das fiéis testemunhas no caso do saquinho de jornal, eis o video!
Descontando as rápidas firulas de apresentação e fechamento, em menos de um minuto você aprende a fazer o origami gigante e pode parar de pegar sacolinhas para embalar lixo.
Com o saquinho de jornal nas lixeiras do banheiro e da pia da cozinha, você usa um único saco plástico numa lixeira grande e para de jogar fora vários saquinhos pequenos.
Vamos, aperte logo o play!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Horta em vasos - dia 1

Já sei, você viu os posts da horta na jardineira dia 1 e dia 7, ficou morrendo de vontade plantar sua saladinha, só que suas janelas não tem jardineira!
Mas e um cantinho para alguns vasos, dá pra arrumar?
Continua valendo a necessidade de um local iluminado por pelo menos três horas de sol diariamente. Tendo isso, você só precisa de vasos de mais ou menos 20 cm de profundidade (podem ser de plástico ou cerâmica), pedrinhas ou argila expandida, manta de drenagem ou areia, uma boa terra adubada e mudas das suas hortaliças preferidas. E mãos à obra.
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Primeiro passo:
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Cubra o fundo dos vasos com pedrinhas ou argila expandida. Elas servirão para garantir uma boa drenagem da água das regas, impedindo que a terra fique encharcada.

Depois:

É a vez da manta de drenagem ou da areia, como você preferir. Essa camada serve para impedir que a terra saia pelo fundo do vaso junto com a água.

Daí:

Se sua muda estiver num saquinho, corte-o com cuidado para não desmanchar o torrão nem machucar as raízes. Quanto mais cuidado você tiver nesta etapa, mais facilmente a muda se adaptará ao vaso.

Então vem o plantio propriamente dito:

Encha parte do vaso com a terra deixando faltar o equivalente à altura do torrão. Coloque-o sobre a terra e tenha certeza de que o colo da planta (a parte onde o caule começa a sair da terra) está pouca coisa abaixo da borda do vaso.

Preencha com terra o espaço restante e dê uma leve apertada na superfície ao redor da muda, para que tudo fique firme. Não aperte demais para não esmagar as raízes.
Depois disso regue o vaso e coloque-o no local definitivo.
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A quantidade de água daí em diante dependerá da temperatura ambiente e do quanto de sol incidir na planta, além do tamanho dela em relação ao vaso. Começe regando dia sim dia não e observe. Se as folhas estiverem murchando ao final do segundo dia, talvez seja melhor regar um pouquinho todos os dias.
Outro detalhe é que vasos de plástico costumam manter mais a umidade da terra do que os de cerâmica, pois são impermeáveis.
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Seguindo esses passos você conseguirá uma boa produção de diversos tipos de hortaliças em vasos relativamente pequenos. A maioria das folhas (alfaces de diversos tipos, rúcula, agrião, chicória, almeirão) se dá bem em vasos de um palmo de profundidade.
Plantas maiores, como couve e alho poró, pedem vasos mais profundos. Serve como referência escolher um vaso com a profundidade semelhante à altura da planta em idade adulta.

No sentido horário, começando em cima à esquerda: dois pés de rúcula no mesmo vaso, alface crespa, alface romana e alface roxa.
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Agora chega de estudar e vá já colocar a mão na terra.
Não tenha medo de experimentar. Com a prática, logo logo você vai começar a chegar às suas próprias conclusões.
Boa sorte!
PS: San, esse post é pra você. Quem sabe vendo a salada nascer em casa o Dudu não se anima a comê-la? Obrigada pelas visitas e pelos puxões de orelha sempre tão carinhosos!

sábado, 27 de novembro de 2010

Fiéis testemunhas no caso do saquinho de jornal

Hoje é sábado, 27 de novembro de 2010, e se você fizer uma pesquisa no Google, encontrará cerca de 45.900 resultados para "saquinho de jornal".
É isso mesmo, são mais de 45 mil citações ao saquinho de jornal inventado por esta que vos escreve.
Ótimo saber que a ideia foi tão bem aceita, mas péssimo constatar que a maioria dos blogs não sabe de onde vem as fotos nem o texto que está usando para divulgar o saquinho, e consequentemente não cita créditos.

Resumindo, a ópera é a seguinte:
Em dezembro de 2009, juntando a preocupação ecológica com a curtição do origami que me acompanha desde criança fiz, com duas folhas de jornal, uma dobradura originalmente criada para ser um copinho. A intenção era experimentar um "copão" dentro das lixeiras da pia e do banheiro, já que eu não pegava mais sacolinhas plásticas no supermercado. Depois de alguns testes cheguei à conclusão de que funcionava perfeitamente.
Fotografei o passo a passo e postei no então recém criado De Verde Casa, para divulgar a invenção.
Era dia 6 de dezembro de 2009. Você pode conferir o post aqui.

Mas aí aconteceu o que eu nunca imaginei que seria possível: alguém copiou as fotos e o texto explicativo na íntegra, montou um e-mail e deu início a uma corrente que já circulou o país, mas SEM MENCIONAR FONTE NEM CRÉDITOS!
A ideia tem sido muitíssimo bem aceita. Já foi mostrada em alguns programas de televisão, o e-mail "anônimo" continua circulando por aí e milhares de sites atualmente ensinam o passo a passo do saquinho, mas na grande maioria das publicações ele é órfão, ou pior, filho de falsos pais.
Na maior parte das vezes a novidade não é creditada a ninguém, em outros casos variam os nomes de possíveis donos da ideia, mas infelizmente o De Verde Casa é o que menos recebe menções.
Só que, ironicamente, apesar dessa confusão em relação a créditos, as fotos do passo a passo e grande parte do texto explicativo são sempre os originais, feitos por mim aqui nesta verde casa.
Certamente os mais de 45 mil que divulgaram o saquinho de jornal sem créditos não o fizeram por má fé, mas sim por puro desconhecimento da origem, já que o e-mail criado circula sem nome de ninguém nem endereço de blog ou site. Mas infelizmente agora tenho ouvido coisas como "tem certeza que foi você mesmo que criou o saquinho?" ou "enquanto investigamos a autoria da novidade..."!

Então, para acabar com as dúvidas e ajudar nas investigações (!!!), apresento aqui as testemunhas das fotos originais feitas no ano passado, mas com o jornal de hoje, como costuma-se usar nos casos de sequestro para provar que a vítima está viva.
O chão ainda está aqui, assim como a lixeira original, e eu ainda sou a feliz mãe do saquinho de jornal.
Mas desta vez publico as fotos com marca d'água, só por garantia...


Eis o chão do quintal. Lindo tijolado em escama de peixe, onde são fotografadas muitas das experiências feitas por aqui

Simpática lixeirinha de plástico, a mesma do ano passado e dos próximos 400 anos, já que é esse o tempo de decomposição do material

O chão, a lixeira e o jornal (de hoje, porque o do ano passado não guardei. Ninguém avisou que ele seria arrolado como testemunha depois de tanto tempo!)

E o detalhe da data, para que não restem dúvidas
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Gostaria de deixar claro que esse post é uma brincadeira e que não tenho a intenção de ficar milionária nem famosa com o reconhecimento da invenção, mas que gostaria sim de ter como leitores do De Verde Casa todos que gostaram da ideia, por isso reivindico os créditos.
Afinal, é ou não é para os leitores que se escreve um blog?
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E mais um detalhe importante: até hoje todos os sites com os quais entrei em contato foram absolutamente simpáticos e atenciosos e imediatamente editaram suas postagens citando este blog. Agradeço a consideração dessas pessoas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ver pra crer

Foto: Luiz Tito - Agência "A Tarde"

Só vendo uma fotografia pra acreditar no que está acontecendo no município baiano de Ibicaraí: uma estrada de lixo. A via, que dá acesso à BR-415, fica próxima a um lixão saturado há dois meses; a partir de então o lixo passou a ser despejado pelo caminho. Já são aproximadamente 500 metros de pista completamente coberta por dejetos coletado nas imediações.
A imagem deve, pelo menos, servir para gerar reflexão a respeito das principais questões ligadas a resíduos urbanos. Não há mais lugar para tanto lixo, mas o assunto ainda é tratado como se não fosse problema de cada um de nós todos os dias. Ao colocar o saco lotado na calçada para que seja levado pelo lixeiro, temos a sensação de que o problema não é mais nosso, que nos livramos do lixo que produzimos. Até o dia em que, num tipo de roteiro de filme de terror, o monstro fétido pega o caminho de volta e vem invadir a cidade. Prepare-se!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Como fazer uma sementeira

Há dias postei sobre um exemplar de Cereja-do-Rio-Grande - Eugenia involucrata - que encontrei em São Paulo (leia aqui). Coletei frutos para produzir novas árvores a partir dessa, que é tão difícil de encontrar na cidade.
E então chegou a hora da sementeira. Aqui explico como fiz a minha, e você pode fazer igual para praticamente qualquer tipo de semente.
No caso da Cereja-do-Rio-Grande, basta separar a polpa das sementes e elas já estão prontas para germinar. Você só precisa de terra boa e uma caixa, de plástico ou madeira, que tenha furos no fundo para a drenagem da água.
Encha a caixa com terra e distribua as sementes de maneira que não fiquem muito juntas. Você pode usar como referência um espaçamento igual ao tamanho de quatro ou cinco delas.
Então cubra com uma camada de terra. Esse detalhe é importante, porque as sementes não devem ficar expostas nem enterradas demais, por isso outra boa referência é cobrir com uma camada de expessura igual ao tamanho da semente, assim, quando germinar, ela conseguirá atravessar a terra que está sobre ela. Já se o peso for demais... nada feito.
Depois disso basta colocar a sementeira em local sombreado e manter a terra úmida. Regar uma vez ao dia é o suficiente. E usar um borrifador é fundamental no caso de sementes muito pequenas, que são facilmente desenterradas pela água de um regador.
O tempo de germinação pode variar de quatro dias a vários meses, dependendo da planta, por isso é interessante se informar a respeito do que você está semeando, para não sofrer por antecipação achando que não vai dar certo e nem desistir antes da hora.
Eu, neste caso, vou passar cerca de 40 dias olhando pra terra antes de comemorar meus rebentos...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Semancol

Por que é que os fumantes, mesmo aqueles que valorizam atitudes cidadãs e o respeito à coletividade, jogam pontas de cigarro no chão como se isso fosse a coisa mais normal do mundo?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Falsa-vinha ou Hera-japonesa

Uma bonita opção para quem gosta de paredes verdes é a Falsa-vinha ou Hera-japonesa (Parthenocissus tricuspidata é o nome científico).
Diferente da unha-de-gato, que pede podas constantes porque aumenta de volume muito rapidamente, a Falsa-vinha pode ficar meses a fio sem manutenção.
Depois que cobre toda a parede e não tem mais onde se fixar, vai soltando longos ramos pendentes, formando uma bonita saia que balança com o vento.
Suas folhas, muito parecidas com as folhas da parreira, nascem em três tamanhos diferentes e dão um visual interessente à planta.
É uma trepadeira vigorosa, de crescimento muito rápido e que se fixa com facilidade em qualquer tipo de superfície. Em épocas de calor e chuva, é impressionante a velocidade com que cobre um muro ou parede.
No inverno, pouco antes de perder todas as folhas, a planta ganha tons avermelhados ou arroxeados, dependendo da intensidade do frio que chega. Depois perde todas as folhas e, no início da primavera, rapidamente brota verde outra vez.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Filhotas mimadas

No dia 14 de junho deste ano, depois de passar exatos 60 dias regando uma bandeja com terra sem saber se as sementes de cambuci iriam germinar, ganhei de presente essa figurinha:

O primeiro broto deu o ar da graça e já foi capaz de me fazer achar que os dois meses de expectativa sem dúvida tinham valido a pena. O cambucizeiro, árvore cientificamente batizada de Campomanesia phaea, corre risco de extinção. Em abril, quando ganhei alguns quilos da fruta para extrair as sementes (leia aqui), me propus o desafio de fazê-las germinar como forma de brigar contra a possibilidade de desaparecimento de mais uma espécie de fruta nativa brasileira. Essa árvore já foi muito comum na região da atual cidade de São Paulo; tanto que até batizou um bairro, onde hoje infelizmente é raro encontrá-la.
Sua madeira é resistente e de boa durabilidade em ambientes internos. Foi muito utilizada no madeiramento de construções e na fabricação de cabos de ferramentas e instrumentos agrícolas.
Quando adulta, a árvore mede de 3 a 5 metros de altura, tem o tronco descamante característico das espécies da família Myrtaceae e suas folhas, se maceradas, exalam o cheiro do cambuci.
Essa fruta, aliás, tem formato curioso: o jeito e o tamanho de uma empadinha, mas é convexa em cima e embaixo. Igualzinha a um disco voador. É verdade! Outra curiosidade é que, assim como um abacate, o cambuci é de cor verde mesmo quando está maduro. É comum encontrá-lo no interior dos estados de Minas Gerais e São Paulo dentro de garrafas de pinga. Dizem que o suco também é muito gostoso, melhor até do que a fruta consumida in natura. Eu ainda não tive oportunidade de provar, mas se depender dos meus esforços isso não deve demorar a acontecer.

Minhas arvoretas já tem cerca de 15 cm de altura. São as mais mimadas do meu micro viveiro doméstico, tem sombra especialmente criada para elas, já que são sensíveis ao sol forte, e estão protegidas por uma tela porque já foram atacadas por um sabiá gordo que deu cabo de algumas dezenas delas. Isso mesmo, o folgado comeu várias mudinhas de cambuci num ataque só. Foi enquadrado na categoria "criminoso ambiental"!
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Ainda não decidi para onde vão as crianças quando estiverem em idade para transplante, mas certamente serão plantas em lugares escolhidos a dedo. O mesmo dedo cuidadoso que conseguiu fazê-las germinar. Modéstia a parte!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Horta na jardineira - dia 7

Uma semana depois de plantadas, as hortaliças da jardineira crescem a olhos vistos! Tudo mudou um pouco, mas quatro espécies chamam a atenção: as salsinhas não tem mais aquele visual murcho do primeiro dia e já ganharam diversas folhinhas novas. As cebolinhas estão super tenras, novas folhas brotaram e já espicharam uns dois dedos.

Os rabanetes, os menores da turma, ganharam um par de folhas nesses 7 dias de casa nova e vão de vento em popa. Alías, provavelmente serão os primeiros a serem colhidos. Um rabanete fica pronto para consumo em um mês a partir da germinação.

E os pés de alface estão de dar orgulho. Já quase dobraram de altura!

Para ver a primeira etapa dessa horta na jardineira clique aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Figurinha difícil

Já há tempos procurava por São Paulo um exemplar de Eugenia involucrata, conhecida popularmente como Cereja do Rio Grande. Neste sábado, sem querer, encontrei.
A árvore se parece um pouco com uma pitangueira, de quem aliás é parente, por isso fora da época de frutificação é fácil confundir uma com a outra.
Quando adulta, mede de 5 a 8 metros de altura, sua copa é arredondada e o tronco tem casca descamante, característica das espécies da família Myrtaceae, como pitangueiras, goiabeiras e jabuticabeiras.
Floresce nos meses de setembro, outubro e novembro e os frutos amadurecem de outubro até dezembro.

Esta espécie nativa já foi muito cultivada em pomares domésticos nas regiões sul e sudeste do país, mas hoje em dia já não é tão comum encontrá-la nas cidades. Seus frutos, muito saborosos, podem ser consumidos in natura ou em forma de doces, geléias e licores, e são também muito apreciados por pássaros, que ajudam a fazer a dispersão das sementes dando origem a novas árvores.

A que encontrei tem a copa bastante alta, por isso não consegui boas fotos de frutos inteiros nem pude colhê-los para comer; todos os que peguei já estavam no chão, estragados ou bicados por pássaros. Mas minha principal intenção era coletar sementes para multiplicar a espécie, e para isso os frutos estão perfeitos. Serão despolpados e suas sementes colocadas em pequenos vasos com terra boa, à sombra, com regas frequentes. Dentro de 40 dias devem começar a colocar a carinha de fora. Daí eu mostro.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aprenda a cultivar plantas em interiores

Mais um ótimo curso "verde" no Sesc Vila Mariana: Cultivando interiores.
A oficina tem como objetivo o ensino de conceitos e técnicas básicas de cultivo de hortaliças e plantas aromáticas em pequenos espaços da área urbana (como em interiores de apartamentos e casas) de acordo com os princípios educativos de sustentabilidade.
Com os biólogos Andréia Pimentel Gurgueira e Daniel Nunes.
O curso será ministrado em dois sábados (duas turmas diferentes), 20 ou 27 de novembro, das 14 às 18 horas na unidade Vila Mariana do Sesc.
Valores:
R$ 2,00 para trabalhadores do comércio de bens e serviços
R$ 4,00 para usuários do Sesc, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública
R$ 8,00 para quem infelizmente não se enquadra em nenhuma das categorias anteriores

Maiores informações pelo telefone (11) 5080-3000 ou pelo e-mail email@vilamariana.sescsp.org.br

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brigadeiro de cascas de banana

Receitinha simpática de aproveitamento de cascas para fazer no fim de semana. D E L I C I O S A! O visual e o sabor principal são do brigadeiro tradicional, mas na "paralela" você sente um gostoso sabor de banana. Experimente!

Ingredientes:
500g de cascas de banana bem lavadas em água corrente
1/2 (meia) xícara de chá de água
1 xícara de chá de açúcar
1 lata de leite condensado
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sobremesa de manteiga ou margarina
1 colher de sopa de farinha de trigo
250g de chocolate granulado
manteiga ou margarina para untar

Modo de preparo:
No processador de alimentos ou no liquidificador, triture as cascas de banana com água suficiente (cerca de meia xícara). Em uma panela média coloque as cascas de banana trituradas e junte o açúcar deixando cozinhar até apurar bem. Acrescente o leite condensado, o chocolate em pó, a manteiga e a farinha de trigo, misturando sem parar até atingir o ponto de brigadeiro (soltar do fundo da panela). Coloque em um prato untado para interromper o cozimento. Faça bolinhas e passe pelo chocolate granulado.

PS: para as pessoas mais frescas, deixe para contar só depois do huuuuum que a receita leva cascas de banana. É interessante ver as caras de surpresa!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Horta na jardineira - dia 1

Como já deve ter dado pra perceber, essa verde casa é literalmente uma casa. Mas tenho uma jardineira numa das janelas do sobradinho e, pra estimular quem mora em apartamento, começei nela uma hortinha suspensa.
Como forma de registrar a experiência e mostrar as etapas a quem não ainda não conhece o processo, publicarei periodicamente posts com fotos e detalhes do que anda rolando por aqui.

Então começou assim:
Já há alguns meses o que vivia na jardineira foi ficando feio e eu tirei. Mas ficou pra trás a terra, que com o passar do tempo e a falta de regas foi "morrendo", ficando seca e arenosa.

Condição muito importante para qualquer planta viver bem, ainda mais em espaço limitado, é uma terra boa, então tirei mais da metade da antiga e substituí por uma terra bonita, escura, adubada com esterco de vaca (eu sempre prefiro adubos orgânicos, não químicos). Antes que você se pergunte, o esterco não faz a terra ficar fedida. Quando ele é acrescentado já está curtido e não tem cheiro de nada, mas uma capacidade de nutrição incrível!

Com as mudinhas já compradas no feriado prolongado, como mostrei aqui, o passo seguinte é fazer a distribuição de todas elas sobre a terra pra ter certeza de quantas vão caber e qual a melhor disposição. Como regra geral, um mínimo de 20 cm de espaço entre cada uma vai bem, mas eu dei uma roubadinha nessa medida pra caber um pouco mais e descobrir se os 20 cm são mesmo fundamentais. Mas atenção: essa roubadinha é pequena, não adianta querer fazer bonsai de alface que não funciona, ele não se desenvolve bem. Na hora do espaçamento é preciso visualizar cada hortaliça no seu tamanho final e ter certeza de que ela vai caber ali no espaço que você está deixando.
Abaixo, mudinhas de rabanete com 15 cm de espaçamento entre elas.
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Depois de todos os espaços definidos falta só fazer os buraquinhos e plantar, sempre com cuidado para não enterrar nem deixar muito pra fora o colo da muda, que é a parte que divide as raízes do caule. Ou seja, alinhe a superfície do torrão da plantinha com a superfície da terra da jardineira.
E logo depois de plantar tudo, uma boa regada é muito importante para assentar a terra, desmanchar bolhas de ar que tenham ficado junto às raízes e reidratar as mudas, que afinal sempre sofrem um pouco ao serem manipuladas.
Abaixo, cebolinhas e salsinhas. Veja como as salsinhas deram uma murchada. Algumas espécies são muito frágeis, por isso quanto mais rápido forem plantadas, melhor.
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Três mudas de rúcula:

Seis rabanetes:

Da esquerda pra direita, alface mimosa verde, mimosa roxa e lisa:

Agora é regar todos os dias um pouquinho e assistir o desenvolvimento das crianças.
Outro detalhe importante pra quem vai começar é que hortaliças precisam de pelo menos 4 horas de sol direto por dia, então uma jardineira que não receba essa iluminação não é boa para horta.
E tudo isso também pode ser feito em vasos de pelo menos 20 cm de profundidade, com a vantagem de que vasos podem "passear" pela casa em busca da luz ideal.
E aí? Fim de semana à vista. Que tal começar sua horta junto com a minha pra irmos comparando desenvolvimento, dificuldades e sucessos?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Timing perfeito

Hoje, pleno dia de finados, a impressora desta verde casa passou desta para melhor.
Se não nos falha a memória foram pelo menos dez anos de bons serviços prestados, tempo que no mundo da informática é considerado praticamente uma eternidade.
Mas como um dia tudo acaba e a vida se recicla, seus restos mortais serão respeitosamente encaminhados a um posto de coleta de equipamentos eletrônicos sem conserto encontrado através do site e-lixo. O projeto é uma iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo em parceria com o Instituto Sérgio Motta para facilitar a sua vida na hora de encaminhar para um local adequado os materias que não devem ser descartados no lixo comum. É só inserir seu CEP na página principal do site e o programa indica, na plataforma do Google Maps, o local mais próximo de você que recebe aparelhos de microondas, som, ar condicionado, baterias, cabos, carregadores, cartuchos, celulares, computadores, estabilizadores, monitores e diversos outros lixos eletro-eletrônicos que você não tem pra onde encaminhar.
Vale a pena adicionar à sua lista de sites favoritos.
PS: infelizmente o site só indica locais de descarte em São Paulo. Por enquanto.

Foguinho

No começo só senti uma coceirinha no braço. Coçei.
Depois senti de novo. Coçei de novo.
Depois veio um ardidinho. Afaguei.
Daí coçou, ardeu, coçou, ardeu, coçou...
E então descobri:

O que mais parecia um emboladinho de lã de meio centímetro estava andando na minha roupa.
Não sei de onde ela veio, mas com certeza me queimou. E como era bonitinha... parecia uma Maria Maluca, toda descabelada.
Curti um pouquinho, fiz umas fotos e devolvi pro jardim.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Muito mais gostoso do que passear em shopping!

Bateu uma onda verde e deu vontade de ter uma horta em casa? Então você pode começar de duas maneiras: comprando envelopes de sementes das suas hortaliças preferidas e começando realmente do zero, fazendo-as germinar, ou então pulando essa primeira etapa das sementeiras e comprando pequenas mudinhas já formadas.
Se você está ansioso e quer ver folhinhas verdes desde o primeiro dia da estréia como produtor da sua própria salada, descubra na sua cidade uma casa de produtos agrícolas que tenha um viveiro e venda mudas de hortaliças.
Passear entre as mesas da produção é uma delícia. São prateleiras e prateleiras com bandejas de isopor cheinhas de mudas que formam um tapete colorido. Se empolgar e querer um pouco de tudo é fácil fácil, porque as cores encantam.

No setor de venda a varejo entende-se como a coisa funciona: as hortaliças são identificadas e você começa a reconhecer um bebê couve, um micro agrião, um projeto de alface roxa...

Lá no início da produção, cada bandeja de isopor foi preenchida com terra e sementes de hortaliça. As divisões das bandejas chamam-se células, e em cada uma vai germinar uma muda. Veja uma salsinha criança:

Existem bandejas com células de diversos tamanhos, cada viveiro normalmente elege um padrão. Quando você escolhe a muda que vai levar para casa, o vendedor puxa a plantinha para fora da célula e ela sai com o torrão de terra onde germinou.
Tudo muito pequeno, projetinho de horta mesmo.

Então depois de passear por tudo, fazer mil perguntas e já visualizar suas lindas hortaliças adultas e rechonchudas, você faz o pedido: três dessa, duas daquela, seis daquela outra que é uma delícia, só um desse pra experimentar...
Daí é ir correndo pra casa plantar tudo o mais rápido possível, afinal são apenas bebês e precisam dos seus cuidados de jardineiro iniciante mas já super empolgado!
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PS: se você mora em São Paulo e tem acesso fácil à rodovia Raposo Tavares, vá se divertir na Agroplus, a loja das fotos: Av. Prof. José Barreto 749, em Cotia. A rua é uma marginal da rodovia na altura do quilômetro 33, mais ou menos. Abre quase todos os dias, mas é bom dar uma ligadinha antes de ir para confirmar: (11) 4703-2410 e 4614-0206

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A grama artificial mais bonita de todos os tempos!

Tá bom, tá bom, eu sei que esse não é um blog de crafts, mas...
Juntou grama com tricot e eu não resisti! Só podia mesmo ser um achado das meninas do Superziper: um tapete de grama feita de tricot! Pra dar um toque verde no chão da sala ou fazer um pic nic com cara de parque no seu quintal cimentado.
Ainda não experimentei, mas não parece ser difícil nem muito demorado. Hoje é sexta, véspera de final de semana prolongado, quem sabe você não passa num armarinho no final do dia e compra o material? Algumas horinhas tricotando e sua grama fica pronta ainda pro feriado!
Clique aqui, aprenda como fazer e corra para produzir a sua!
PS: a foto veio do Superziper, blog obrigatório para quem gosta de tricot, costura e crafts em geral.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1...

Quantas vezes você já não deixou de se empenhar em alguma economia (de água, dinheiro, luz elétrica) por ela ser tão pequena que você achou que nem valeria a pena o esforço?
Muitas questões verdes são assim mesmo. A nossa parte é muito pequenininha frente ao todo, por isso achamos que não podemos ajudar, mas é fundamental lembrar que o todo é composto pelas mesmas pequenas partes que estão deixando de fazer alguma coisa para diminuí-lo, então cada um tem sim a sua participação.
O caso da Ecofont é um exemplo de pequena economia que no final faz muita diferença.
Ecofont é uma fonte de impressão que economiza até 25% de tinta ou toner, substâncias bastante conhecidas por serem altamente poluentes e prejudiciais ao meio ambiente. A "mágica" é que ela foi desenhada com pequenos microfuros na parte sólida das letras, e é aí que acontece a economia. Os furos são tão pequenos que quem lê o texto não os percebe, mas eles estão ali fazendo a sua parte na economia final do seu cartucho e na limpeza do planeta.
Você pode comprar o programa completo com a versão "eco" de todas as fontes que você está acostumado a usar ou então baixar aqui uma versão demonstrativa, pra conhecer a novidade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Biodiversidade no quintal

Não usar nenhum tipo de veneno no jardim significa deixar que a vida aconteça como ela é.
Está certo que como não vivemos mais em um ambiente equilibrado, com todas as espécies lutando em igualdade de condições, muitas vezes seu jardim passará por surtos de lagartas, ou de pulgões, ou tantas outras pragas que quase não tem mais nas cidades seus predadores naturais.
Por outro lado, você vai notar que uma quantidade enorme de vida nova, diferente, bichos que você jamais imaginou existirem, passam a frequentar suas plantas e enriquecer a biodiversidade do seu quintal.
Resta a você tentar manter o equilíbrio de forma balanceada para deixar acontecer de tudo um pouco. Catar 70% das lagartas de uma planta ao invés de jogar veneno e matar todas é uma forma de ter lindas borboletas no jardim depois de algumas semanas.
Essa criatura da foto, por exemplo, enfeitada de luzinhas azuis... Imagine-a com asas!
Apareceu aqui no meu quintal, é minha e ninguém tasca! Vou tentar acompanhá-la ao longo dos dias pra descobrir que borboleta ela vai virar.