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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Seminário sobre compostagem na cidade de São Paulo


A cidade de São Paulo está arregaçando as mangas e realiza, nesta sexta-feira 10 de agosto, um seminário sobre compostagem de resíduos orgânicos. Ótima notícia, porque está passando da hora de tratar com mais consciência a questão do lixo. Mas não basta que só a administração municipal mexa seus pauzinhos, é preciso que toda a população se engaje na causa e participe de verdade, com conhecimento e plena responsabilidade.

Você pode começar a fazer sua parte indo ao seminário. É uma pena que seja num dia de semana, mas se puder comparecer, aproveite; a oportunidade é das melhores para assistir profissionais de órgãos públicos e gente que agita o terceiro setor trocando experiências e analisando a melhor maneira de colocar a mão na massa. Afinal, em algum momento a coisa tem que começar, e tomara que seja já!
O evento é gratuito mas é necessário inscrever-se. Clique aqui e preencha a ficha para formalizar sua presença.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bombeiros de Crocs


O telefone tocou na noite de sábado trazendo a notícia de que uma árvore do sítio (enorme, 40 anos de idade) estava pegando fogo. Foi o tempo de pegar alguns baldes e sair correndo, de Crocs e roupinha gostosa de ficar em casa, porque quando eu disse "vamos chamar os bombeiros", ouvi o que ainda não sabia: Holambra não tem corpo de bombeiros, então conta-se apenas com a própria torneira e a colaboração de quem estiver por perto e disposto a ajudar.

Trabalhamos por uma hora com pouca pressão na mangueira, enchendo baldes e arremessando água para o alto, e enquanto combatíamos o fogo ouvimos de alguns vizinhos pérolas do tipo "eu passei aqui e vi o fogo há meia hora atrás mas não tinha seu telefone para avisar".
Telefone para avisar??? Por que não buzinou no portão?

As muitas folhas secas do chão fizeram um fogaréu que queimou os primeiros metros da casca do tronco e alguns galhos mais baixos. Conseguimos apagar o grosso e os pequenos focos em pontas de galhos e forquilhas altas foram apagados pelo orvalho. Sorte.

E se você está se perguntando como o incêndio começou, eu conto: um funcionário piromaníaco recolheu folhas do chão, fez um montinho "isolado", colocou fogo, disse que esperou acabar de queimar e foi embora pra casa. Resultado:


Muita gente por aí tem mania de usar fogo para queimar lixo ou mesmo fazer "limpeza" em áreas tomadas por mato, por exemplo, mas está passando da hora de substituir essa cultura da queimada por atitudes mais sensatas. Em um mundo ideal, o material reciclável deve ir para a reciclagem, o orgânico para a compostagem e o que sobrar, para fornos de queima controlada, onde a fumaça que sai é filtrada para não poluir o ar e o calor é transformado em energia para abastecer lâmpadas, aquecedores e coisas do gênero.

Um ótimo exemplo de "quero ser assim quando eu crescer" é Boras, cidade na Suécia que joga fora apenas 1% do lixo que produz. Os resíduos gerados por seus 105.000 habitantes têm três destinos: 42% são incinerados e convertidos em energia elétrica, 30% são tratados biologicamente e transformados em combustível e 27% são levados para a reciclagem pela própria população, que se encarrega de separar e levar o material até os postos de coleta espalhados por toda a cidade. Apenas 1% do lixo que sobra é enterrado, porque o imposto para usar o aterro é muito alto.
Esse modelo de destinação do lixo foi iniciado em 1988 (pasme!), com 300 famílias, e é exportado pela universidade local, que presta assessoria de reaproveitamento de lixo para cidades no mundo inteiro, inclusive para as brasileiras Macaé, no Rio de Janeiro, e Sobral, no Ceará.
A experiência deu tão certo que atualmente o município importa detritos da Noruega para gerar mais energia limpa e no futuro tem planos de investir na eliminação total dos combustíveis fósseis (informações da Revista Veja - Especial Sustentabilidade, dez/2011).
Não é demais?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Embalando com criatividade

Quem disse que embrulho de presente tem sempre que ser feito com papel de presente?
Use a criatividade e reaproveite aquele retalho de tecido guardado há anos, o papel de seda colorido que sobrou de uma embalagem, a caixinha de papel craft bem sacada que veio protegendo a câmera fotográfica...
Hoje, no final da tarde, uma amiga querida vai ganhar o presentinho da foto. Aproveitei um sacão de juta que não me lembro mais o que era, cortei uma tira comprida e simplesmente enrolei o mimo, sem dobras nem durex nas laterais.
Claro que um laço bem feito é fundamental para dar o acabamento e o toque caprichado que toda amiga merece.
E para tornar o pacote ainda mais ambientalmente correto, a juta pode ser picada e jogada no jardim em meio às plantas. Em poucas semanas passará por processo de decomposição e será rapidamente incorporada à terra, servindo como adubo. Suas fibras vão voltar para onde vieram, afinal são retiradas de uma planta chamada Corchorus capsularis, populamente conhecida como.... juta! Assim como o algodão, o tecido leva o mesmo nome da planta.
Então esta é ou não é uma embalagem ecológica?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Para aperfeiçoar seu dedo verde

Rúcula em vaso

A Escola Municipal de Jardinagem do parque Ibirapuera, em São Paulo, está com uma agenda de oficinas imperdíveis no mês de agosto. São todas de três horas de duração - algumas durante a manhã, outras a tarde - e sempre sobre assuntos super interessantes para quem curte jardinagem. Veja:

- Como cuidar de um jardim. Dia 9 de agosto das 9 às 12h.
- Compostagem doméstica. Dia 11 de agosto das 14 às 17h.
- Aprenda a fazer sua horta. Dia 16 de agosto das 9 às 12h.
- Como cultivar plantas dentro de casa. Dia 18 de agosto das 14 às 17h.
- Como fazer um terrário. Dia 22 de agosto das 9 às 12h.
- Ervas aromáticas. Dia 25 de agosto das 14 às 17h.
- Como escolher árvores para áreas públicas. Dia 30 de agosto das 14 às 17h.

O único porém é que são todas em dias de semana, o que impossibilita a presença de quem trabalha em período integral de segunda a sexta.
Participe se puder e, se não tiver as datas disponíveis, manifeste seu interesse em assistir a uma dessas aulas num final de semana.
Sabia que a união faz a força e quando todo mundo se manifesta alguém resolve tomar uma providência?

Para entrar em contato com o pessoal de lá (que aliás é super legal), escreva para oficinasjardim@prefeitura.sp.gov.br ou ligue para 5539-5291

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Compostagem sem minhocas

Se você quer fazer em casa a compostagem de restos de alimentos mas não se animou muito com as minhocas do minhocário caseiro (clique aqui para ver), muito simples: faça quase o mesmo processo sem as minhocas!
Antes que você se pergunte “então para que elas servem”, respondo: as minhocas aceleram um pouco o processo de decomposição e fazem o serviço de aeração do composto, mas tudo acontece perfeitamente bem também sem elas.
Veja como:

Faça dois ou três furos pequenos (0,5 cm mais ou menos) no fundo de um balde grande (100 litros, por exemplo).
Cubra o fundo do balde com pedras para facilitar a drenagem do líquido que a compostagem pode gerar.

Cubra as pedras com um pedaço de manta acrílica para garantir que seu composto não escorra para o fundo e entupa o furo de drenagem. Manta de bidim para vasos é uma boa opção.

Cubra a manta com uma camada fina de terra comum, para começar. Dois dedos de terra é o suficiente.

A partir daí jogue seus restos de cozinha bem picados para facilitar a decomposição. Evite alimentos cozidos, muito temperados e gordurosos; eles podem fermentar e atrapalhar o processo de decomposição.

Depois de jogar os alimentos revolva com uma pá ou cabo de vassoura para que tudo se misture com o que estava no fundo, e ao final sempre cubra com uma camada de terra. A oxigenação do composto é muito importante para o processo de decomposição e para evitar mau cheiro.

Sempre que tiver restos de alimentos para acrescentar, jogue-os dentro do balde, revolva tudo e cubra com mais terra. De tempos em tempos pegue um pouco do composto e aperte-o na mão para verificar a umidade. Sua mão deve ficar úmida mas não molhada. Se escorrer líquido, seu composto está molhado demais, então acrescente mais terra para equilibrar a umidade.
Seu balde deve estar sempre coberto com um pedaço de tela fina ou tule para evitar a entrada de moscas ou outros insetos.

Faça também uma base de tijolos, para que o balde fique afastado do chão, e coloque sob ele um prato desses de vaso de plantas para recolher algum líquido (chorume) que venha a escorrer.
Esse líquido, assim como o resultante do minhocário caseiro, é muito rico em nutrientes e pode ser usado para regar as plantas diluído em um pouco de água.
Quando seu balde estiver cheio, comece a encher um segundo balde enquanto o primeiro termina o processo de decomposição, que estará completo quando você não mais reconhecer pedaços dos alimentos jogados. É importante continuar revolvendo o conteúdo do primeiro balde de vez em quando, para manter a aeração.

Depois do processo completo você terá um material riquíssimo para usar como adubo no jardim e nos seus vasos de plantas, além de ter diminuído bastante a quantidade de lixo descartada.
Visite a composteira das fotos na comunidade Banco do Planeta, nesse post escrito por Neuza Árbocz, a dona dos baldes, da área de serviço e das fotos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Minhocas de estimação

Uma boa opção para apartamentos e casas com pouco espaço disponível é a vermicompostagem. Não se assuste com o “vermi”, na verdade são minhocas.
No minhocário caseiro, minhocas se encarregam de transformar os restos da sua cozinha em húmus, aquele mesmo que você compra em supermercados e lojas de jardinagem.
É tudo muito simples: três caixas plásticas empilháveis, uma tampa, um pouco de terra ou humus só pra começar e um tanto de minhocas, cerca de meio litro. Duas das caixas devem ter furos no fundo, aproximadamente de meio centímetro de diâmetro, que podem ser feitos facilmente com uma furadeira doméstica.
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Fundo das caixas do meio e de cima

E então tudo começa assim:

Caixa de baixo (sem furos no fundo, para armazenar o chorume)
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A caixa de baixo fica sempre vazia. É ela quem vai recolher o líquido gerado durante a compostagem. Esse líquido, também conhecido como chorume, no caso da compostagem de materiais orgânicos é também muito rico em nutrientes, e, assim como o material sólido gerado, pode ser usado para adubas suas plantas. Você pode usá-lo para regá-las ou borrifá-lo nas folhas a cada 15/20 dias. Uma rápida observação sobre chorume: o que é gerado por lixões e aterros sanitários é altamente prejudicial para o meio ambiente por ser resultado de uma mistura descontrolada de materiais orgânicos, inorgânicos e muitas vezes tóxicos.
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Caixa do meio
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Na caixa do meio a mágica começa a acontecer. Quando inaugurar seu minhocário, você deve cobrir o fundo da caixa do meio com um pouco de terra (para as minhocas se sentirem em casa!), colocar as minhocas (no final do post falo mais sobre elas), depois colocar por cima o material orgânico (que aqui chamaremos de material úmido) e misturar a ele duas partes do material seco.
Um detalhe que acelera todo o processo de decomposição: quanto mais picados estiverem os materiais, tanto úmidos quanto secos, mais rápido você vai ter seu húmus pronto.
Assim:
Flores despetaladas, cascas de banana e laranja, talos de verduras e alguns guardanapos usados picados

Folhas secas inteiras

As mesmas folhas secas, agora picadas
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Todos os materiais das fotos acima, úmidos e secos, misturados na caixa do meio

Conforme for gerando lixo úmido em casa você vai abastecendo o minhocário.
O que pode ser colocado nele:

Material úmido: restos de vegetais como talos não utilizados, cascas de frutas e legumes, filtro de café com a borra, saquinhos de chá, sobras de alimentos cozidos ou estragados (arroz, feijão, macarrão...), casca de ovo picada, podas de plantas do jardim, flores estragadas, etc.

Material seco: folhas secas de árvores e plantas, guardanapos de papel usados, papel toalha, jornal, etc.

Como tudo acontece?
O que garante uma boa decomposição, sem gerar cheiro ruim nem atrair insetos, é o correto balanceamento entre o úmido (nitrogênio) e o seco (carbono). Sempre que colocar seu lixo orgânico na caixa do meio você deve respeitar a proporção de uma parte de material úmido para duas de material seco, que pode ser composto só de folhas ou principalmente de folhas com um pouco de diferentes tipos de papel, como os citados acima. O minhocário pode ser abastecido todos os dias, desde que respeitadas essas proporções. Ter uma pá ou um ancinho sempre à mão ajuda na hora de cavar um buraquinho pra depositar o material um dia num canto, outro dia no outro...
No começo você pode ficar um pouco inseguro, cheio de dúvidas e perguntas, mas com o passar dos dias vai perceber que você mesmo consegue responder suas questões. A principal delas é a umidade. O normal e desejável é que o minhocário não produza cheiro ruim. Mesmo. Zero cheiro ruim. Aliás, muito pelo contrário. É muito comum abrir a tampa na hora de abastecer e sentir aquele gostoso cheiro de terra molhada pela chuva. Então se o seu minhocário ameaçar ficar fedido é fácil saber o que está acontecendo: muito material úmido para pouco seco. É o erro mais comum. Então basta acrescentar um pouco de folhas secas para compensar e passar a calcular com mais atenção a proporção uma parte de úmido para duas de seco no dia a dia.

Aparência do material da caixa do meio, ainda em abastecimento. A textura ainda é "grossa" porque a decomposição está apenas começando.

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Mudança de andar
Bem, então um dia você vai ter enchido completamente a caixa do meio. Essa é a hora de passar essa caixa cheia para cima e colocar a que estava em cima, vazia, no meio. Aí então suas minhocas ficam no andar superior trabalhando para produzir o seu húmus enquanto você começa a encher a caixa do meio. Pelos furos do fundo da caixa de cima (lembre-se, a do meio e a de cima tem que ser furadas) o excesso de chorume vai escorrer, deixando seu adubo sequinho, e as minhocas vão se transferir para a caixa do meio conforme forem percebendo que você começou a enchê-la com “comida nova”.
Depois de aproximadamente 50 dias de repouso todo o material da caixa de cima vai estar transformado em húmus e você poderá usá-lo nos seus vasos, no jardim, na horta...
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Aparência do materia da caixa de cima depois de 50 dias de repouso. Tudo já foi decomposto e a textura é bem mais fina que no início do processo.
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Algumas minhocas ainda vão estar por aí, o que é ótimo para as plantas, mas a maioria delas já vai ter se mudado para a caixa do meio nesse período. E se por acaso nesse momento você não tiver uso para o húmus disponível, você pode dá-lo de presente para os amigos, em saquinho caprichado com laço e etiqueta contando como você produziu aquilo, claro! Quando sua caixa do meio estiver novamente cheia será hora de passá-la pra cima, e a de cima vazia para o meio, e tudo começa outra vez.
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Caixa de cima cheia, pronta para iniciar os 50 dias de repouso.

Conjunto das 3 caixas com a tampa superior

O que não pode colocar:
- carne de qualquer espécie. Não é o alimento preferido das minhocas, tem decomposição lenta e pode atrair moscas
- excesso de frutas cítricas. O sumo é ácido e atrapalha um pouco o processo. Uma dica é deixar cascas de frutas como limão, laranja e abacaxi secarem por alguns dias antes de irem para o minhocário
- papel higiênico usado. Apesar do tema também ser DEJETOS, não misturemos os capítulos! Papel higiênico, aliás, pode ser jogado direto na privada mesmo. Vide post aqui.

Medos:
- as minhocas certamente tem mais medo de você do que você delas. Elas não avançam, não mordem nem correm atrás de ninguém, portanto se você está com receio, tome coragem e encare. Com o tempo passa a ser a coisa mais natural do mundo, acredite. Eu também já tive um pezinho atrás. Além do quê, você não vai ficar pegando em minhocas todos os dia e elas não fogem do minhocário para passear pela sua casa. Aliás, muitas vezes você mal as vê, porque quando levanta a caixa de cima para abastecer a do meio as minhocas que estão na superfície logo se escondem. Elas são fotofóbicas, não gostam de luz, então se enterram rapidinho.
- o minhocário em equilíbrio (e isso é fácil conseguir) não atrai ratos, baratas, formigas nem moscas. Também não tem cheiro ruim NENHUM, acredite.

Detalhes:
- se precisar viajar, não se preocupe, você não precisará de uma vermi-sitter! As minhocas podem ficar até três meses sem receber comida. Diminuem sua atividade e ficam dentro do minhocário numa boa até você retomar a rotina.
- com o minhocário em funcionamento as minhocas se reproduzem quando percebem que há muita oferta de comida para poucos indivíduos. É comum encontrar pequenas bolinhas amareladas misturadas ao composto. São os ovos. E quando percebem que a população está grande demais para pouca comida e espaço, a reprodução é interrompida. Inteligente, não?

Características e dimensões:
- para uma casa que produz aproximadamente meio litro de lixo úmido por dia (produção de duas pessoas, em média), um sistema de caixas de 30 X 40 X 15 cm de altura é o suficiente.
- para uma casa de três a cinco pessoas, que produzam um litro de resíduo orgânico por dia, as caixas devem ter aproximadamente 45 X 60 X 30 cm de altura.
- as caixas podem ser de plástico ou madeira, o que você achar mais conveniente. As minhas são de plástico reciclado, e normalmente esse material é produzido na cor marrom.
- é importante que a caixa de cima tenha uma tampa, para evitar que insetos depositem ovos no composto.
- alguns minhocários tem uma torneirinha na caixa de baixo para a coleta do chorume. Eu não acho necessário, simplesmente tiro as duas de cima e viro a caixa de baixo fazendo o líquido escorrer pela quina.

Sobre as minhocas:
- As minhocas mais adequadas para um minhocário em caixas são as dos tipos Vermelha da Califórnia e Gigante Africana. As explicações que encontrei são que são mais rápidas na decomposição do material e se adaptam bem a esse sistema estanque. Nunca experimentei outro tipo, mas talvez você possa tentar... As minhas, as Vermelhas da Califórnia, eu encontrei pela internet em produtor que fornece para pesqueiros. Encomendei pelo telefone e retirei numa loja de plantas em São Paulo.

Sobre comprar pronto:
Se tudo isso te parecer de difícil realização você pode pesquisar na internet empresas que vendem minhocários prontos. Minha sugestão é a Minhocasa, empresa sediada em Brasília-DF, com representante em São Paulo e vendas pelos Correios para todo o Brasil.
Animou-se? Então comece logo a fazer o seu dever de casa!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lixo orgânico - o lixo que não é

Há alguns anos, quando a possibilidade de reciclar materiais entrou em pauta no nosso cotidiano, começamos a descobrir que o que pensávamos ser lixo era matéria prima de grande valor para a indústria e poderia voltar ao mercado em forma de novos produtos. E com duas grandes vantagens: reduzindo o uso de matéria prima nova e deixando de ocupar espaço em aterros sanitários, que já são um problema grave, principalmente nos grandes centros urbanos.
Quem já fez da separação de materiais para reciclagem parte do seu dia a dia percebeu que o volume de lixo diminuiu bastante, mas muita coisa ainda é jogada fora. Por "muita coisa" entenda-se: mais da metade do lixo produzido na sua casa.
E é com esse volume de dejetos que ainda é coletado pelo lixeiro "comum" que podemos aprender mais uma vez que tudo pode se transformar e dar início a um novo ciclo.

Compostagem
Fazer a compostagem dos dejetos orgânicos significa possibilitar que eles se decomponham e disponibilizem as substâncias e nutrientes de que são feitos, e desta forma transformamos o que "não servia mais" em adubo natural da melhor qualidade. Para as suas próprias plantas, por exemplo.
Por dejetos orgânicos entende-se tudo o que apodrece, que é "natural" ou que de certa forma já foi de "natureza viva". Não confunda o termo orgânico nesse caso com o que é cultivado sem agrotóxicos, fertilizantes ou defensivos químicos, não naturais.
A diferença entre uma composteira e um aterro sanitário é que na composteira a decomposição acontece de maneira controlada, enquanto no aterro sanitário tudo fica acumulado aleatoriamente (materiais de diferentes tipos, orgânicos e inorgânicos), enterrado em montanhas gigantes e sujeito a ações químicas e físicas circunstanciais, imprevistas e descontroladas.
Existem algumas técnicas de compostagem doméstica, e dependendo das características da sua casa e do seu dia a dia um tipo vai se adequar melhor do que outro, é preciso conhecer algumas possibilidades.
Se você está disposto a fazer o seu dever de casa e reduzir seu impacto ambiental também no quesito DEJETOS, acompanhe neste blog, de amanhã em diante, o que é possível fazer no espaço que você tem disponível, seja um cantinho da área de serviço ou uma parte do gramado do quintal, e mãos à obra!