quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Etiquetas de alumínio para identificar mudas


Já há tempos estou para mostrar um jeito definitivo de identificar plantas e qualquer coisa que esteja ao ar livre e precise carregar um nome por muito tempo. Nossas plaquinhas de alumínio são prata da casa; foram inventadas aqui mesmo, no viveiro, diante da necessidade de identificar as mais de 150 espécies de árvores, palmeiras e outras plantas que cultivamos.

Grande parte da nossa produção podemos reconhecer num relance, assim como os pescadores reconhecem os peixes e os astrônomos as constelações, mas diante das milhares de variedades de árvores e plantas deste enorme bioma privilegiado - são mais de 10.000 espécies só de árvores nativas do Brasil - sempre haverão as novatas no viveiro, que ainda não conhecemos, ou mesmo as antigas que, por algum motivo, nunca memorizamos o nome. Sem falar nas sementes que germinam parecido, como as diversas cores de ipês, e as variações de uma mesma cor, como o ipê roxo e o ipê roxo de bola. Em todos os casos, é sempre bom que o nome correto acompanhe a planta.

Há alguns meses mostrei aqui as etiquetas de plástico de embalagem de chocolate e saco de ração de cachorro, mas elas têm o problema da permanência da tinta, que por mais que se diga que dura pra sempre, sob o sol e a água da chuva não dura. Foi então que um dia o Flores teve a ideia de escrever em tiras de latinha de alumínio. Cortou com tesoura a tampa e o fundo de uma latinha de cerveja e depois cortou o corpo da latinha em tiras de 2 cm de largura pelo comprimento que deu (coisa de 8 cm). Estava inventada a etiqueta.

Depois vieram os aperfeiçoamentos, como fazer uma ponta num dos lados no caso de querer espetar a etiqueta na terra, ou um furo com prego para passar uma fita ou arame e amarrar no tronco ou num galho da planta. Na hora de escrever, sobre um caderno de jornal, pedaço de borracha ou de madeira, usamos caneta esferográfica comum para marcar o alumínio. Acaba até ficando um pouco da tinta, mas a ideia é marcar o nome em baixo relevo, que esse sim não apaga nunca.

É simples, eficiente e usa material reaproveitado. Se quiser experimentar, fique à vontade que a gente não cobra direitos autorais. Só tome cuidado para não se cortar durante o manuseio, porque a lata sempre fica um pouco afiada.

Plântulas de ipê verde (Cybistax antisyphilitica)

Mudinhas de cereja do rio Grande (Eugenia involucrata)

Muda de barbatimão (Stryphnodendron adstringens)

5 comentários:

  1. Olá! Outra opção que estou utilizando nas minhas plantinhas é o lacre de alumínio (tampinha interna) das latas de aveia ou de leite em pó. É um alumínio mais flexível que não machuca a mão e resiste ao sol e chuva. Escrevo os dados da planta com grafite 0.5. Abraço. Kattia Souza

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  2. Olá! Outra opção que estou utilizando nas minhas plantinhas é o lacre de alumínio (tampinha interna) das latas de aveia ou de leite em pó. É um alumínio mais flexível que não machuca a mão e resiste ao sol e chuva. Escrevo os dados da planta com grafite 0.5. Abraço. Kattia Souza

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  3. Olá! Outra opção que estou utilizando nas minhas plantinhas é o lacre de alumínio (tampinha interna) das latas de aveia ou de leite em pó. É um alumínio mais flexível que não machuca a mão e resiste ao sol e chuva. Escrevo os dados da planta com grafite 0.5. Abraço. Kattia Souza

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  4. Olá! Outra opção que estou utilizando nas minhas plantinhas é o lacre de alumínio (tampinha interna) das latas de aveia ou de leite em pó. É um alumínio mais flexível que não machuca a mão e resiste ao sol e chuva. Escrevo os dados da planta com grafite 0.5. Abraço. Kattia Souza

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