A essa altura você já deve ter se conscientizado da importância de recolher o cocô do seu cachorro da calçada, certo? Quando sai para o passeio leva sempre uma sacolinha e depois de recolher o serviço leva o embrulho até a lixeira mais próxima. Faz isso automaticamente, sem pensar, já virou um hábito. Legal.
Mas e se, pra melhorar um pouquinho o que já está quase ótimo, você trocar a sacolinha de plástico por um pouco de jornal? Vai depender do tamanho do cachorro e consequentemente do tamanho do cocô que ele faz, mas normalmente uma folha inteira (4 páginas) dobrada ao meio é o suficiente pra recolher o cocô sem praticamente sentir o que você está pegando. Diferente do saquinho, que te deixa sentir a consistência e até o quentinho da coisa. Depois é só embrulhar bem e jogar na lixeira da rua. A única desvantagem é que não tem a alça. Vantagens, aí vão algumas:
- menos uma sacolinha por dia no aterro sanitário (5.475 em 15 anos, vida média de um Poodle)
- por causa da espessura do jornal você tem menos a sensação esquisitinha de pegar o cocô
- usar um dos materiais que se decompõe mais rapidamente no lixo
- permitir que o cocô se decomponha rápido também, porque dentro da sacolinha fechada com um nó ele fica ali, hermeticamente fechado, e fica, fica, fica...
Como em toda mudança, é normal achar estranho no começo, mas nada como boa vontade e um pouco de prática. Você logo se acostuma.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Amor à primeira vista
Cenas de amor no meu quarto: um besouro enorme e peludo, maior que uma azeitona gorda, apaixonado pelo velcro de uma sandália.
Andava pra um lado, andava pro outro, devia estar procurando a cabeça dessa besoura tão diferente, tentando conversar, talvez.
Passei um tempo olhando, imaginando o que devia passar pela cabeça dele. Depois fiquei com pena e levei a dupla para o jardim. Quem sabe passa uma besoura de verdade e o convida pra um programa melhor?
Depois de umas horas o peludão desistiu. Sobrou a sandália, sozinha. Foi abandonada porque não conseguiu corresponder à altura.
Andava pra um lado, andava pro outro, devia estar procurando a cabeça dessa besoura tão diferente, tentando conversar, talvez.
Passei um tempo olhando, imaginando o que devia passar pela cabeça dele. Depois fiquei com pena e levei a dupla para o jardim. Quem sabe passa uma besoura de verdade e o convida pra um programa melhor?
Depois de umas horas o peludão desistiu. Sobrou a sandália, sozinha. Foi abandonada porque não conseguiu corresponder à altura.PS: agradeço a todos que passaram por aqui e identificaram o besourão apaixonado como Mamangava, uma espécie de abelha responsável pela polinização de diversas flores, entre elas a flor do maracujá.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
VIP
Atenção para os números: estima-se que 90% das 250.000 espécies de plantas com flores dependem de animais, especialmente dos insetos, para se reproduzir. Abelhas, moscas, borboletas, besouros e outras centenas de tipos de insetos garantem que o café, a laranja e o feijão, só pra citar alguns exemplos cotidianos, cheguem à sua mesa todos os dias. Voando de planta em planta esses bichos carregam o pólen das flores e promovem a fecundação entre elas.
Mas, apesar de você ainda não ter sido avisado, já se vive uma “crise de polinização”: por causa do desmatamento, poluição ambiental e uso de pesticidas nas lavouras milhares de espécies de polinizadores estão desaparecendo, e em diversos países do mundo agricultores têm sido obrigados a introduzir colméias nos campos ou fazer polinizações artificiais para manter altos os níveis de produtividade. Claro que tudo isso custa dinheiro, e adivinhe quem é que paga as contas no final? Sim, você paga mais por seus alimentos também por causa disso.
Que tal então receber melhor as visitas voadoras na sua casa a partir de agora?
Mas, apesar de você ainda não ter sido avisado, já se vive uma “crise de polinização”: por causa do desmatamento, poluição ambiental e uso de pesticidas nas lavouras milhares de espécies de polinizadores estão desaparecendo, e em diversos países do mundo agricultores têm sido obrigados a introduzir colméias nos campos ou fazer polinizações artificiais para manter altos os níveis de produtividade. Claro que tudo isso custa dinheiro, e adivinhe quem é que paga as contas no final? Sim, você paga mais por seus alimentos também por causa disso.
Que tal então receber melhor as visitas voadoras na sua casa a partir de agora?
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Simpatia em mão dupla
Hoje saí a pé pelo bairro para ir à farmácia e à padaria. A três quarteirões de casa encontrei o carteiro da minha rua.
- Oi, Nau, tudo bem? Feliz ano novo!
E ele respondeu, com um sorriso:
- Pra você também, Juliana, tudo de bom. Muita saúde e felicidade.
São Paulo, ano 2010, todo o mundo correndo, estressado, e o carteiro da minha rua sabe meu nome assim, na lata.
Não é simpático?
- Oi, Nau, tudo bem? Feliz ano novo!
E ele respondeu, com um sorriso:
- Pra você também, Juliana, tudo de bom. Muita saúde e felicidade.
São Paulo, ano 2010, todo o mundo correndo, estressado, e o carteiro da minha rua sabe meu nome assim, na lata.
Não é simpático?
Cenoura dá flor
O que acontece se você, como eu, ficar com pena de colher as cenouras e passar tempo demais admirando as ramas tão bonitas, crescendo rápido?

Ela vai dar flores! Isso mesmo, o ciclo natural das plantas é como o nosso: nascer, crescer, se reproduzir e morrer. Chega uma hora que se você não colhe a cenoura, o alface, o rabanete e a maioria das hortaliças, elas dão flores, e das flores em seguida vem as sementes.
Essa aí acima é a floração da cenoura. Colhi todas menos uma, mais adiantadinha, que já estava com os bouquets prontinhos. Deixei lá pra curtir a evolução da coisa. Pequenas flores logo se abrem, brancas, e atraem abelhas e pequenos insetos porque são melíferas – do seu néctar se produz o mel. Fica uma turma grande voando em volta aproveitando a novidade.

Ela vai dar flores! Isso mesmo, o ciclo natural das plantas é como o nosso: nascer, crescer, se reproduzir e morrer. Chega uma hora que se você não colhe a cenoura, o alface, o rabanete e a maioria das hortaliças, elas dão flores, e das flores em seguida vem as sementes.
Essa aí acima é a floração da cenoura. Colhi todas menos uma, mais adiantadinha, que já estava com os bouquets prontinhos. Deixei lá pra curtir a evolução da coisa. Pequenas flores logo se abrem, brancas, e atraem abelhas e pequenos insetos porque são melíferas – do seu néctar se produz o mel. Fica uma turma grande voando em volta aproveitando a novidade.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Dia de colheita - cenouras!
Para quem tem vontade de plantar cenouras mas não tem uma jardineira muito profunda, uma boa opção é plantar a Cenoura Redonda de Nice. Num vaso ou jardineira de pelo menos 20 cm de profundidade ela já se vira bem e cresce sem problemas. Pode ser plantada em qualquer época do ano em todas as regiões do país; não é muito exigente em relação ao clima. O diâmetro final de cada cenoura é de cerca de 4 cm e leva entre 60 e 80 dias a partir da semeadura pra que alcancem esse tamanho. Hoje foi dia de colheita aqui.


As sementes que usei são da Isla, empresa que vende grande quantidade de sementes orgânicas (sem conservantes, inseticidas ou qualquer produto químico) e distribui sementes por todo o Brasil em boas lojas de jardinagem, além de vender também pela internet. Mas preste atenção que alguns tipos de sementes são muito sujeitos a fungos, por exemplo, e neste caso são tratados com fungicidas. Procure no canto inferior direito da embalagem o selo “sem defensivos” para sementes orgânicas. Ao manipular sementes “com defensivos” use luvas e lave bem as mãos ao final do plantio.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Você consegue...
...sair da farmácia ou do mercadinho com sua comprinha desembalada na mão ou dentro da bolsa? Em compras de produtos pequenos - uma cartela de analgésico, um sabão de coco, um pacote de biscoitos - ganhamos aquelas microsacolinhas de plástico ou pequenos saquinhos de papel e... pra que serve aquilo depois? Será que é mesmo necessário ganhar uma sacolinha pra levar um ou dois produtos? Tome coragem, experimente recusar a embalagem no caixa e leve sua pequena compra na mão, sem vergonha de verem o que você está carregando. Chegando em casa você vai perceber que não foi assim tão esquisito e já vai ter economizado uma embalagem. Daí é só pegar o hábito.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Foi muito mas foi pouco
Uma entrevista publicada na revista Vida Simples me estimulou a escrever para Flores Welle, um descendente de holandeses plantador de árvores da região de Holambra, que gentilmente disponibilizou seu e-mail na matéria se colocando à disposição para indicar agricultores que doam mudas e sementes de árvores a amantes da natureza. Escrevi contando dos meus interesses, experiências no blog e da curiosidade em conhecer mais de perto o trabalho de reflorestamento realizado por ele há mais de 30 anos. Como Holambra fica a duas horas de carro de São Paulo perguntei se seria incômodo passar um dia na cidade acompanhando algum projeto de plantio. Poderia ir de manhã cedo e voltar a noite, já seria um programão. Qual não foi minha surpresa quando, dias depois, recebo um e-mail simpaticíssimo me convidando a passar dois dias na cidade acompanhando um projeto de reflorestamento que seria implantado na região. Três dias combinando a viagem e lá fui eu pra estrada, pensando na lista de perguntas que faria a ele. Cheguei à conclusão de que as perguntas eram todas; era impossível fazer uma lista.Fui recebida com um sorriso acolhedor e um ótimo papo, sem poses, mistérios nem segredos. Durante as 27 horas que passei com Seu Flores – uma cabeça incrível, simples e sofisticada ao mesmo tempo - aprendi sobre árvores, reflorestamento, educação ambiental, a importância do olhar atento às oportunidades e ouvi histórias de um trabalho realizado com amor e empenho. Além do reflorestamento, ele também dedica seu tempo à educação e capacitação de pequenos agricultores para o trabalho de coleta de sementes e produção de mudas de árvores nativas.
Contar tudo que vi, ouvi e aprendi é impossível. Ganhei a oportunidade de conhecer uma pessoa que dedica a vida à natureza e ainda ensina o que sabe a quem quiser ouvir.
Voltei pra casa enriquecida mas triste, porque Holambra é perto mas é longe, e lá 27 horas passam rápido como duas.
Para ler a entrevista na Vida Simples acesse http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/085/mente_aberta/conteudo_507782.shtml
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Laços de família
Catorze marias fedidas reunidas organizadamente em torno de seus catorze ovos, se alimentando deles até que sobre só a camada mais fininha, seca. Incrível é a sincronia familiar. Você fica dias observando a cena, todas juntas na mesma posição. Um dia se dá conta de que ainda não foi lá olhar e... sumiram. Todas de uma vez.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Circuito fechado
O lixo que você vem deixando nas estações de reciclagem dos supermercados está de volta às prateleiras. O Pão de Açúcar passou a usar o papel coletado nas lojas para produzir embalagens de produtos Taeq, como o sabonete (R$ 2,04) e as caixas com três barras de cereal (R$ 2,89). A rede de atacado Maxxi, do Wal-Mart, usa o óleo de cozinha levado por consumidores para fazer sabão em barra, vendido no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina por R$ 0,94. No Carrefour, a reciclagem aparece na seção de hortifruti. O lixo orgânico gerado em lojas do interior de São Paulo vira adubo, que é usado pelos fornecedores do próprio supermercado para cultivar frutas e verduras. Em São Paulo, o óleo de cozinha vira biodiesel e alimenta os geradores de cinco lojas da rede, evitando o uso de diesel de origem fóssil.
Carrefour: SAC 0800-724-2822
Pão de Açúcar: www.paodeacucar.com.br
Maxxi: SAC 0800-705-5050
Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 9 de janeiro de 2010
Carrefour: SAC 0800-724-2822
Pão de Açúcar: www.paodeacucar.com.br
Maxxi: SAC 0800-705-5050
Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 9 de janeiro de 2010
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