quinta-feira, 29 de março de 2012

De Verde Casa na revista Ana Maria, da editora Abril

Pelas mãos da querida Bia Levischi a revista Ana Maria publicou, na semana passada, matéria sobre o saquinho de jornal para substituir as sacolinhas plásticas nas lixeiras. Com texto super objetivo e as imagens do passo a passo recortadas do post original do saquinho, as mais de 1 milhão de leitoras semanais da revista poderão, a partir de agora, fazer seu dever de casa.
Só agredecimentos à jornalista e à revista, super competentes e respeitosas, que mencionaram de forma corretíssima os créditos e o endereço do blog.
Um beijo enorme de obrigada!




segunda-feira, 19 de março de 2012

Água aromatizada + educação e respeito


Ontem o almoço foi em companhia de visitas holandesas, e para refrescá-las do calorão a refeição foi regada a suco de caju (Anacardium ocidentale), fruta nativa do Brasil, e água geladinha aromatizada, que toda vez faz sucesso. É mais fácil e rápido do que fazer qualquer suco, todo mundo adora e sempre pergunta o que tem dentro.
Nada mais simples: canela em pau, fatias de limão (ou laranja, ou tangerina, ou carambola, ou maçã, ou...) e dois ou três raminhos de hortelã, tudo dentro de uma jarra ou garrafa de vidro bem bonita.
Quanto antes você preparar (com duas ou três horas de antecedência), mais aromatizada ficará a água. Mas se, como eu, esquecer e deixar para a última hora, vai dar certo também.
E depois que beberem tudo, encha com água de novo que funciona; eu fico reabastecendo a garrafa até o dia seguinte, curtindo os sabores.

E depois do almoço fomos ao Google Earth, conhecer virtualmente a região onde moram as visitas. A tecnologia nos permitiu caminhar pelas ruas e quintais limpos e caprichosamente arrumados da mini-cidadezinha chamada Heerhugowaard, onde o amigo Evert Appelman tem sua banquinha de flores à beira da estrada (no canto esquerdo da foto). E ouvimos dele que, na maior parte do dia, as flores se vendem sozinhas: o cliente escolhe o que quer, olha o preço na tabela, coloca o dinheiro na latinha, se for o caso pega o troco, e vai embora levando suas flores.
Quando eu crescer, quero morar num país assim...


sexta-feira, 9 de março de 2012

Barulho no andar de cima


Sabe quando você está tentando se concentrar e o vizinho de cima fica martelando na sua cabeça?
Pois eu encontrei o danado, registrei o flagrante e descobri como se chama.
Atende pela alcunha de Colaptes campestris, mas é mais conhecido entre a moçada como Chã-Chã ou Pica-pau do Campo.
Vai ter reclamação na reunião de condomínio. Ah, se vai.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Abóbora com cebola e alecrim

Uma aboborona enorme nasceu na horta e não fui eu que plantei. Não sei de onde veio a semente nem como se chama a espécie, mas esperta é, porque veio nascer direitinho na casa de uma amante das cucurbitáceas - a família das abóboras.


Claro que aceitei o lindo presente e tenho tratado de fazer bom proveito.
Como tempo aqui tem sido artigo de luxo, a palavra de ordem é cozinhar o que pede pouco preparo e aproveitar o que se tem à mão. Receitas elaboradas com ingredientes difíceis têm ficado para depois.

Um clássico na cozinha desta casa é abóbora com cebola e alecrim. Da horta em vasos, claro.
Prato rápido e delicioso, não exige prática nem tampouco habilidade:

Descasque e corte em cubos um pedaço de abóbora de qualquer espécie - todas ficam deliciosas.
Pique cebola em pedaços do tamanho que preferir. Eu gosto dela grandinha.
Colha um punhadinho de alecrim fresco, tire as folhas do cabinho e pique-as um pouco.
Aqueça um fio de azeite em uma panela ou frigideira e coloque a cebola para fritar. 
Quando estiver começando a aloirar, junte os cubos de abóbora e deixe fritar um pouco, para selar. Mexa de vez em quando.
Depois de dois ou três minutos, coloque água até cobrir as abóboras pela metade. Tampe deixando uma só frestinha aberta e abaixe o fogo.
Quando praticamente não houver mais água, confira o cozimento espetando as abóboras com uma faca ou garfo. Se estiverem macias, acrescente o alecrim e coloque sal.
Mexa mais um pouco para misturar os temperos e está pronto.

É uma ótima opção para acompanhar o arroz e feijão de todo dia ou uma carne, ave, peixe... vai bem com tudo.
Não especifiquei tempos nem quantidades porque seu bom senso e atenção devem fazer parte da lista de ingredientes. Sua maneira de preparar deixa o prato com a sua cara.

E é unanimidade por aí que alecrim e abóbora fazem uma apetitosa dupla, mas nada te impede de testar outras ervas que estejam disponíveis na horta de casa. Ou mesmo uma misturinha delas, já que a abóbora tem sabor suave e aceita bem um colorido extra de sabores.
Boas experiências e bom apetite!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Esfoliante de aveia e mel


Aqui muitas vezes a gente trabalha no sol, carrega peso e termina o dia com a roupa toda suja de terra, mas não é por isso que deixa de se cuidar e se dar uns mimos de vez em quando, de preferência da maneira mais natural possível.
Ao invés de investir em cosméticos caros e industrializados, usar receitas de produtos de beleza naturais é uma maneira de se cuidar com o que frequentemente temos em casa, economizando dinheiro, embalagens e tendo o real conhecimento do que está sendo usado dentro e fora do nosso corpo.
Sem falar na certeza de não usar produtos exaustivamente testados em animais, o que é um capítulo a parte.

Pois antes do seu próximo banho faça um pitstop na cozinha e se dê de presente um esfoliante de aveia e mel para o rosto (ou para o corpo se você tiver os ingredientes aos montes). Basta misturar uma colher de sobremesa de mel puro com uma colher de chá de farinha de aveia, que você compra pronta ou prepara batendo no liquidificador os flocos de aveia a venda em qualquer supermercado.
No finalzinho do banho, quando a pele do rosto já estiver bem macia pela ação da água, desligue o chuveiro e aplique o esfoliante em movimentos circulares, sem muita pressão nos dedos. Capriche nas áreas onde costuma sentir mais asperezas e aproveite para descer um pouco pelo pescoço, que também merece seus cuidados.
Depois de alguns minutos curtindo a massagem apenas enxague com água morna ou fria, sem passar sabonete. Sua pele já vai estar suficientemente limpa e sem oleosidade, não será necessário lavar ainda mais.

O mel tem ação amaciante e nutritiva, e a aveia acalma, esfolia a pela e estimula o fechamento dos poros. E não sou eu que estou dizendo, são propriedades cientificamente comprovadas.
A sensação de rosto macio e limpinho depois do banho é uma delícia, e o melhor é que ainda dura por uns dias (o quanto a poluição e o sol permitirem).
Só quem ainda não experimentou pode achar que vale mais a pena investir em um esfoliante comprado pronto.

Em tempo: não esfolie sua pele mais que uma vez por semana, e se não tiver aveia em casa substitua-a provisoriamente por açúcar cristal, que não tem os mesmos efeitos terapêuticos mas esfolia da mesma maneira.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Restaurorecicloterapia


Comprei num ferro velho dois pedaços de grades antigas - que provavelmente um dia foram cerca de quintal - para prender numa parede externa da casa e fazer subir uma trepadeira.
O ferro está em ótimo estado; foi protegido por camadas de tinta de várias cores que contam a história dessas peças. E aí está a graça: raspar tudo muito bem raspadinho para reaproveitar duas ótimas grades que agora terão nova função.
No ferro velho gastei R$100,00, na loja de tinta mais R$ 32,00 e do fim de semana já investi 6 horas de trabalho. Ainda falta bastante até chegar ao ponto de poder pintar, mas não tem nada não: outro dia li em algum lugar que a satisfação por um desafio superado é diretamente proporcional ao esforço nele empenhado. Mal posso esperar!
E o carnaval está aí. Se você planeja não cair na folia, que tal se dedicar a um projeto de restauro como esse para colher o resultado de ter sua casa enfeitada com uma instalação do tipo "foi feito por mim"?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vaso de flores com manjericão


Tudo bem, você não está a fim de cozinhar (ou não gosta muito de manjericão, como a Flora Maria, visita querida deste blog). Então, ao invés de preparar um macarrão ao pesto, aproveite a poda de galhos dos seus vasos de ervas para dar volume e perfume a um arranjo de flores e enfeitar um cantinho escuro da sua casa.
Na foto, a garrafinha é do leite de coco usado de manhã em um bolo, as flores foram colhidas na rua e o manjericão é da horta do quintal.
Banheiro enfeitado a custo zero.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fusilli tricolore al pesto


Dia de macarrão ao pesto é aquele em que você bate o olho no manjericão e diz "caramba, como cresceu!". E antes que ele comece a ficar meio tombado por não aguentar o próprio peso, mande ver numa poda radical.
Com uma tesoura ou faquinha afiada corte um bom tanto da parte mais alta da planta, tomando o cuidado de deixar pelo menos um palmo de cada galho com folhas, para que logo venham novos brotos.
De posse de um lindo buquê perfumado, é hora de preparar o almoço.

Antes de mais nada devo dizer que nesse momento uma receita faz toda a diferença.
Sempre fiz pesto no olho, começando com todas as folhas de manjerição e batendo aos poucos, cada vez colocando um pouco mais de azeite até chegar à consistência certa.
Nunca errei, mas confesso que passava um pouco de raiva a cada vez que apertava o botão ligar e as folhas eram arremessadas para cima colando nas paredes do copo do liquidificador. Aí toca abrir a coisa, empurrar o manjericão para baixo com uma colher e... voava tudo pra cima outra vez. Uma, duas, três..., seis... oito vezes, até ficar pronto.

Ontem, minutos depois de dizer ao meu manjericão "caramba, como você cresceu!", abri o Technicolor Kitchen (blog imperdível pra quem gosta de cinema e comida boa) e me deparei com uma receita de pesto.
Sim, eu acredito em sinais.
E então, com uma referência de proporções que sempre tive preguiça de pesquisar, pude começar ao contrário: primeiro o azeite, no fundo do copo, e depois as folhas de manjericão aos poucos. Assim vai-se formando um creminho que não voa, e em 3 minutos seu molho pesto está pronto, bem verdinho e perfumado.

É assim:

- 3/4 de xícara de azeite de oliva extra virgem (180 ml)
- 1 + 1/2 xícara de folhas de manjericão (aperte-as um pouco dentro da xícara para ficar bem medido)
- 3 dentes de alho
- 2 colheres de sopa de nozes picadas
- 4 colheres de sopa de queijo parmesão, de preferência ralado na hora
- pimenta do reino
- sal

Coloque o azeite no copo do liquidificador e vá acrescentando aos poucos as folhas de manjericão.
Depois coloque os dentes de alho, as nozes, o sal, a pimenta e bata mais um pouco até tudo sumir.
Então passe o pesto para uma tigela e misture o queijo parmesão.

Ferva o macarrão, escorra bem e misture o pesto na hora de servir.
Um pouco mais de queijo por cima da massa já servida no prato faz toda a diferença, no visual e no sabor.

Algumas observações:
- se comprar um maço de manjericão no mercado, escolha os de folha maior, que facilitam muito sua vida na hora de lavá-los.
- depois de lavadas as folhas devem ficar um tempo escorrendo, para perder o excesso de água. E, se tiver tempo e paciência, passe-as por folhas de papel toalha para secar um pouco mais.
- aqui, como sou eu quem cuida do manjericão e anda chovendo sem parar, usei tudo sem lavar, com uma boa inspeção em busca de bichos. Do mesmo jeito que chupamos fruta no pé, comemos manjericão direto do vaso.

E sobre o Technicolor Kitchen:
Se você tem problemas com gula e/ou calorias, não clique no link. O blog é uma delícia, as receitas são super especiais, as fotos são lindas e a Patrícia tem um jeitinho simpaticíssimo, daqueles de quem certamente viraria uma ótima amiga.
Já fiz mais de uma receita das recomendadas por ela e posso garantir: não pararei por aqui!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Velas no freezer


Este post não poderia ser classificado como dica ecológica não fosse o fato de te ensinar uma maneira simples de economizar preciosos litros de água e centímetros cúbicos de gás.
Se, como eu, você já ficou no fogão fervendo suportes de vela tentando livrá-los de restos de parafina derretida, sua vida vai mudar: esqueça tudo o que você fazia e passe a colocá-los no freezer por algumas horas.A parafina se contrai quando congela e na maior parte das vezes se solta sozinha do suporte. Se isso não acontecer, uma cutucadinha com ponta de faca até ouvir um tec resolve o problema. Juro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Menos sacolinhas e menos saquinhos também!

Uma das ótimas surpresas da mudança para o interior foi a descoberta de que nos supermercados daqui já há tempos não se esbanja sacolas plásticas.
Além de ser muito mais comum do que em São Paulo ver compras embaladas em sacolas retornáveis, aqui economiza-se também aquele saquinho de embalar vegetais a granel nos setor de hortifruti.
Clientes e funcionários estão mais do que acostumados a lidar com frutas e legumes dentro de um mesmo saco plástico. O que se faz é pesar cada item separadamente, claro, e então o próprio funcionário da balança vai colocando tudo dentro de um só saquinho e juntando as etiquetas, que são passadas individualmente no leitor do caixa.
O que também se vê muito por aqui é gente abolindo de vez o saquinho plástico e colando a etiqueta direto no vegetal (ou em um "representante" do grupo). Uma vez que tudo é lavado ou descascado, não há prejuízo para a saúde.
No fim das contas, quando isso deixa de ser novidade, a vida segue exatamente como seguia antes de inventarem o plástico. E nós, mais do que adaptados, nem nos lembramos mais que um dia tivemos hábitos diferentes.
Experimente. No começo pode parecer estranho, mas você não vai se arrepender de ter aderido!
Ou você conhece alguém que tentou, não gostou e voltou atrás, enchendo outra vez o lixo de embalagens descartáveis?