sexta-feira, 17 de maio de 2013

Notícias do borboletário: 8 casulos, uma baixa e uma retardatária


São 32 dias de borboletário e desde o quarto dia novos casulos vêm surgindo. O primeiro aparece no meio, na foto acima, e tem vídeo da construção dele postado aqui, clique para ver. Depois, com o passar dos dias, outros foram ficando prontos, todos construídos em ângulos formados onde os pedaços de madeira encostam no fundo de vermiculita.

Minto. Existem duas excessões: são lagartas mais arrojadas que resolveram encasular no segundo andar. Um aparece acima, e outro, na foto abaixo.


Muitos deles pude observar enquanto eram construídos. O borboletário está no escritório, ao lado da minha mesa de trabalho, perto da janela, e passei muitos minutos assistindo à escolha de pedaços especiais de vermiculita e depois ao encaixe deles nos locais certos, com todo o capricho. Percebi também que as lagartas usam uma espécie de baba para fazer a cola que deixa tudo juntinho e faz o casulo ficar firme.


Algumas usaram na construção pedaços de folhas encontrados no entorno do local do casulo, e alguma mágica fizeram,  porque esses pedaços estão verdes até hoje, enquanto outros que ficaram caídos pelo borboletário já secaram faz tempo.


Mas uma pequena lagarta parece que não conseguiu dar continuidade ao seu ciclo. Já há uns dias está caída ao lado de um tronquinho e hoje apareceu mais escura do que estava ontem. Capaz que tenha morrido.


É a menorzinha, que comia bem mas nunca cresceu muito. Quando parou aí nesse lugar achei que iria começar o casulo, mas depois de dois dias de lado, na mesma posição, achei por bem dar uma cutucadinha e conferir se estaria viva. Estava, porque se mexeu um pouquinho. Mas agora há pouco cutuquei de novo e acho que foi viver no céu das lagartas.

E sobrou uma última, retardatária, que come sem parar e já está causando prejuízo nas minhas touceiras de maranta. Dei as folhas que estava feias, amarelando, depois dei umas furadas e rasgadas e agora estou dando folhas bonitas e saudáveis para alimentar a princesa, que de mimada que está não quer saber de passar para a próxima etapa.


Já são 7 centímetros de pura vitalidade, da grossura de um dedo, e crescendo, crescendo...

Para acompanhar essa história desde o início clique aqui ou em Borboletário, no menu ao lado.

5 comentários:

  1. Oi Juliana!
    Lembrei muito de vc ontem e hoje. Resgatei uma lagarta igual à Mimada :)
    Ontem as cachorras sairam correndo no quintal e ela estava no caminho, quase foi pisoteada. Não tinha um local apropriado para soltá-la, então coloquei-a em um vidro, com uns galhinhos com folhas, meio secos de mexirica e umas graminhas.
    A intenção era mantê-la a salvo e levar até uma árvore na manhã seguinte.

    Hoje, fui olhar e ela estava toda embolada no meio das folhas e eu entrei em pânico, com plena certeza de que ela tinha morrido!! (fui tonta, eu sei).
    Mexi na folha, até que consegui desgrudá-la do fundo do vidro e em seguida me dei conta: ela fez um casulo!

    Aí, queria saber: o que eu faço agora? coloco onde? mantenho no vidro? tem que colocar mais alguma coisa dentro?
    Tem que deixar no tempo ou no sol???

    Obrigada!

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    1. Gabi, isso é que se pode chamar de um casulo instântaneo!
      Eu aqui esperando mais de um mês e você tem um casulo de um dia pro outro!
      Bem, não tenho super experiência com isso ainda, mas acho que você deve deixar o vidro aberto, pra circular ar, em um lugar sem sol direto, pra não esquentar demais, mas com certa claridade.
      O João Angelo, da Esalq, me disse pra manter o fundo do meu borboletário (a vermiculita que usei) sempre com um pouco de umidade, então acho que você pode pingar um tico de água dentro do seu vidro de vez em quando. Não precisa nem aparecer a água no fundo, é só uma borrifadinha pra adicionar umidade no ar lá dentro. Acho que o segredo é evitar que esturrique, sabe?
      E isso é tudo o que eu sei.
      Ah, ele me disse também que às vezes é necessário um bom tanto de paciência, que elas podem demorar a virar alguém com asas. Não sei o quanto é esse "demorar bastante", mas recentemente alguém comentou aqui no blog, em um dos posts sobre o borboletário, que está com uma taturana encasulada na varanda desde o ano passado, ou seja, há uns 4 meses, pelo menos. E parece que ela está viva sim.
      Pelo menos a gente não precisa ficar cuidando, dando comida, etc, elas se viram sozinhas!
      Instale seu vidro em algum lugar por aí e fique observando.
      E volte para contar o que acontece!
      Um beijo e obrigada pelo depoimento,
      Juliana.

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    2. Oi! Obrigada!
      corri lá no vidro e coloquei um pouquinho de água agora, uns golinhos, pq não encontrei nada para borrifar.
      O vidro tem vários furinhos na tampa, mas acho que amanhã então eu tiro a tampa.
      O vidro estava na janela da minha cozinha, para o lado de dentro. Fui lá agora (21:10) e coloquei para o lado de fora, na mesma janela, que é onde as minhas violetas estão explodindo de flores :) boa luminosidade e quase nada de vento, acho que vai ficar bom ali e qdo eu for regá-las, aproveito para verificar o casulo.

      Eu sigo o blog do João Angelo (indicação sua :) mas não achei infos sobre como cuidar de um casulo instantâneo :)
      E fiquei meio receosa de perguntar para o google, pq vem tanta coisa que nem sempre é verdade ou funciona. E as vezes as explicações exigem muito mais do que a gente tem a mão.

      Vou mantendo vc informada sim! Será que ela vai esperar o outono e o inverno passar? Tomara que não!
      Deixando a tampa aberta, existe a possibilidade dela ir embora e eu nem conseguir vê-la...

      Oh que coisa! :)

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  2. Uau! Será que serão 4 meses de suspense? Quase uma hibernação... Eu daqui acompnaho animada, quem sabe faço o meu? Obrigada por compartilhar!

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  3. Só você mesma, Juliana: cuidando das lagartas como uma mãe zelosa e esperando as "netinhas" com entusiasmo! hehehe Muito bom acompanhar a vida se fazendo, a metamorfose da natureza para renovar-se. Tomara que daqui a pouco você já tenha uma festa de cores para encher os olhos e compensá-la pelo carinho. Beijos, Angela

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