sexta-feira, 20 de julho de 2012
Estreando com um clássico
O De Verde Casa está de visual novo, e nada melhor que estrear com Rachel Carson, para dar sorte. A pesquisadora americana é uma espécie de mãe para os ambientalistas de todo o mundo. Seu livro Primavera silenciosa, lançado em 1962, deu início a uma verdadeira revolução em defesa do meio ambiente que resultou na proibição do DDT, inseticida cancerígeno, e instigou mudanças históricas nas leis que dizem respeito aos recursos naturais.
A preocupação apaixonada de Carson com o futuro do planeta reverberou poderosamente por todo o mundo, e seu livro foi determinante para o lançamento do movimento ambientalista. É leitura obrigatória para todos os que querem entender melhor como era o mundo antes da humanidade conhecer suas responsabilidades ambientais e quais foram os efeitos dos erros cometidos pela falta de consciência ecológica dos governos. Cheio de histórias e embasamento científico, o texto conta os erros e acertos ao longo dos tempos e, apesar dos 50 anos de idade, é absolutamente atual. Raramente um único livro altera o curso da história, mas, sem nenhum exagero, Primavera silenciosa fez exatamente isso.
É mais um daqueles títulos que fura a fila de leituras da mesa de cabeceira, e com toda razão.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Reconheça firmas e descarte baterias
Para quem pensa que o interior anda a passos mais lentos do que as grandes capitais, a notícia é que em Holambra, uma pequena cidade de 11 mil habitantes próxima a Campinas, já são muitas as iniciativas de mudanças de hábitos e atitudes sustentáveis.
O cartório da cidade - que aliás já ganhou prêmio pela qualidade do atendimento - supostamente não tem a função de coletar materiais descartados, mas tomou a iniciativa de oferecer aos seus clientes a oportunidade de entregar baterias usadas e celulares aposentados para que sejam encaminhados ao destino correto.
Com este tipo de iniciativa do comércio fica cada vez mais fácil organizar o descarte de lixo da população, que tem à disposição diversas opções de pontos de entrega de seus rejeitos. Sem falar que a simples presença de um coletor de baterias também faz sua parte educativa.
Se você é proprietário ou empregado de um comércio com grande circulação de clientes ou frequenta um lugar assim, que tal sugerir a adoção de iniciativas como essa? Facilitar a logística do descarte de lixo e material reciclável também é uma maneira de fazer a sua parte.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
A vez do Salar de Uyuni
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| Foto: Paulo Zero |
Os automóveis são responsáveis por 18% das emissões de gás carbônico em todo o planeta, e levando em consideração a paixão que o ser humano tem por veículos e novidades automotivas, é mais fácil acreditar que serão desenvolvidas novas tecnologias para a produção de automóveis "limpos" do que achar, ingenuamente, que a maioria de nós passará a se locomover a pé ou de bicicleta nas próximas décadas.
É certo que os automóveis movidos a álcool poluem menos do que os a gasolina e muito menos do que os a diesel, mas a indústria automobilística tem apostado mesmo é no carro elétrico como saída para reduzir emissões de gases poluentes em todo o planeta, então...
Chegamos ao Salar de Uyuni, a maior planície salgada do mundo. Esse deserto de sal fica na Bolívia, a 3.600 metros de altitude, e é o fundo de um imenso lago salgado que secou a cerca de 40.000 anos. De tão liso e branquinho, o salar é usado pela Nasa para calibrar seus satélites de medição de altitude. A área, de aproximadamente 12.000 km² de extensão, tem profundidade de sal estimada em 120 metros e abriga metade de todo o lítio disponível no planeta.
Lítio é o metal mais leve que existe, e por causa de seu elevado potencial eletroquímico é a principal matéria-prima para a fabricação de baterias leves. O peso de uma bateria de lítio é um décimo do peso da bateria convencional, e isso torna possível a fabricação de notebooks leves, telefones realmente portáteis e carros elétricos, o que quer dizer que quanto mais a produção de equipamentos e veículos elétricos crescer, mais lítio será extraído do Salar de Uyuni e de outras reservas pelo mundo. Certamente essa atividade extrativista levará dinheiro e desenvolvimento à Bolívia e às outras regiões que abrigam o metal, o que é bom, mas encontrar intacta a paisagem acima será cada vez mais improvável. Reduziremos o consumo de combustíveis fósseis e consequentemente a poluição atmosférica, mas avançaremos no Salar de Uyuni.
A conclusão, depois de ler Diário do clima, da jornalista Sônia Bridi, é de que estamos sim causando alterações irremediáveis no clima e na paisagem do planeta, e por mais que façamos esforços para reduzir o impacto da atividade humana, estaremos sempre estragando um lugar, um recurso ou uma paisagem em benefício de outra.
PS: a foto e alguns dados deste post foram retirados do livro Diário do clima.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Marianinha - Streptosolen jamesonii
Estamos em plena época de floração da Marianinha (Streptosolen jamesonii). É agora, entre o outono e o inverno, que a planta abre seus inúmeros buquês de flores em tons que variam do amarelo ao laranja escuro, e o efeito ornamental é incrível. A florada acontece sempre em profusão e chama a atenção de longe.
A Marianinha é um arbusto de até 1,50 m de altura, perfeito para enfeitar muros e cercas. Não se prende sozinho, como uma trepadeira, mas seus ramos são maleáveis e aceitam muito bem a condução pelas hastes de uma grade, por exemplo.
Deve ser plantada em terra bem adubada com esterco ou húmus de minhoca, em áreas de pleno sol, e irrigada em intervalos de três a quatro dias, principalmente depois do plantio e em épocas de muito calor. Depois de bem adaptada no local definitivo, apresenta boa tolerância a períodos de seca e volta a ter muito vigor quando recomeçam as chuvas (ou regas). Também se desenvolve bem plantada em vasos.
E como se não bastasse o incrível efeito ornamental, a Marianinha também atrai beija-flores
e insetos polinizadores aos montes.
É o tipo de planta apaixonante; quem tem adora e está sempre encantado com a biodiversidade ao seu redor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Falta atenção, respeito ou bom senso?
Ficar ligado ao que acontece à nossa volta também é parte do processo de desenvolvimento de uma bela e verde consciência crítica. Pensar na melhor maneira de fazer as coisas e na real necessidade de produtos e embalagens é matéria das faculdades de desenho industrial e engenharia de produção, entre outras, mas também deve fazer parte do dia a dia de cada um de nós em todos os momentos da vida.
Não sei bem quando começou a moda, mas de uns tempos para cá a preocupação em manter canudos e guardanapos de lanchonete livres de qualquer contato antes que cheguem ao consumidor final tem ultrapassado as fronteiras do bom senso. Quantas dores de barriga terão sido evitadas (ou mesmo vidas terão sido salvas) depois que se começou a embalar canudos individualmente e guardanapos de dois em dois? Essas embalagens são mesmo necessárias ou estamos lanchando no terreno do desperdício?
Muito se fala em evitar o desperdício e o uso irresponsável de matérias-primas, mas as balanças de frutas e legumes são as maiores testemunhas de lojas e consumidores que ainda hoje embalam um mamão papaia, dois limões ou um cacho de bananas em sacos plásticos de 3 litros.
Por quanto tempo ainda será necessário repetir?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Chá quente, chá morno, chá frio... muito chá, sempre!
Os dias têm começado acelerados, a lista de coisas a fazer só cresce e, se bobear, até um lindo sítio sombreado por enormes árvores cinquentenárias pode virar fonte de stress e enlouquecer criaturas atarefadas, então... vamos com calma.
Hoje começamos o dia regados a chá de ervas, tentando segurar o ritmo e conter as ansiedades antes que elas se instalem.
Da cozinha vieram pauzinhos de canela e uma rodela de limão, e da horta em vasos foram colhidas, aleatoriamente, alguns punhados de folhas. Nada de receitas, o critério foi oferta e belezura - as espécies mais viçosas pediram para participar e ganharam a preferência; colhemos melissa, hortelã e manjericão.
Como ensina dona Rosy Bornhausen em seu simpático livro As ervas do sítio, os chás de ervas devem ser feitos em infusão, que nada mais é do que esquentar água até que bolinhas começem a se formar e desligar o fogo antes da fervura. Só então deve-se acrescentar as ervas e em seguida abafar por alguns minutos, para que as propriedadas terapêuticas das folhas se incorporem à água.
Dona Rosy ensina também que é sempre melhor usar recipiente de vidro ou porcelana para esquentar a água, que deve ser mineral ou pelo menos filtrada, para diminuir um pouco a ingestão de produtos químicos.
Enquanto a infusão fazia suas mágicas, descobri, consultando o indispensável Plantas medicinais no Brasil, de Harri Lorenzi e F. J. Abreu Matos, que estávamos em boas mãos: melissa é a erva perfeita para quem está precisando dar uma sossegada. Tem propriedades calmantes e combate a insônia, além de ser poderosa contra gripe, bronquite crônica, cefaléias e enxaqueca.
Hortelã e manjericão, por sua vez, são estimulantes digestivos e antiespasmódicos, por isso são recomendados para problemas estomacais, intestinais e hepáticos.
A canela e o limão entraram para participar nos quesitos sabor e aroma, mas também têm suas propriedades medicinais.
No início do dia o chá foi tomado quentinho, e o que sobrar, frio, vai virar refresco para a hora do almoço. Quando esfriam, os chás perdem um pouco do sabor, por isso podem ser preparados com um terço a mais dos ingredientes quando forem consumidos gelados.
A referência básica de quantidades é de 1 colher de sopa de ervas secas ou 2 colheres de ervas frescas picadinhas para cada xícara de água bem quente, mas depois de alguns preparos você vai aprender a medir na palma da mão a quantidade de folhas que deve colher e nem precisará mais picá-las para medir.
E uma boa dica para aproveitar sobras de chás de ervas é congelá-las em forminhas de gelo, para esfriar chás muito quentes sem diluir o sabor da bebida ou mesmo para usar em sucos de frutas. Imagine o suco de abacaxi com gelo de chá de hortelã, uma limonada com gelo de capim-limão ou melissa, refresco de melancia com chá de menta...
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Leitura para o fim de semana
A pilha de livros na cabeceira não para de crescer e eu costumo respeitar a ordem, mas alguns títulos, irresistíveis, chegam furando a fila com jeitinho e eu finjo que não vejo.
Aconteceu de novo ontem.
Diário do clima, da jornalista Sônia Bridi, veio da prateleira da livraria direto para a posição de próximo, desbancando inclusive o que já estava começado.
Mal passei da página vinte e já me envolvi com as histórias contadas pela autora, numa espécie de diário de bordo das viagens feitas ao redor do planeta para a produção da série Terra, que tempo é esse?, exibida pelo Fantástico.
Num texto fácil e doce de quem conversa com velhos amigos, como diz Miriam Leitão na orelha do livro, Sônia vai contando os bastidores, falando de emoção e avisando sobre o risco das mudanças climáticas. O livro resgata a tradição dos relatos de viajantes, conta a paisagem e o contexto, com pinceladas de história.
Recomendação que atende às necessidades de prazer pela leitura e informação sobre um dos principais temas da atualidade, o aquecimento global.
Da editora Globolivros.
Relógio digital funciona com água
Mais um texto da parceria com o Sebrae para a divulgação de boas e verdes ideias:
“A água tem componentes que geram energia. Ao serem captados por um pavio, eles substituem a bateria dos relógios digitais”, explica o empresário Sérgio Luiz Gallo, que abriu o negócio em 2005 com a proposta de desenvolver e produzir brindes ecológicos para clientes corporativos.
O interesse dos visitantes da feira motivou o empresário a buscar novas possibilidades de negócios. “Aqui, não é um espaço para vender, mas as pessoas queriam comprar nossos produtos de qualquer jeito! Agora, além de um site de vendas, vamos montar uma loja física para atender ao público. Vamos continuar a participar da Feira do Empreendedor porque o retorno é ótimo”, adianta o sócio e diretor comercial, Allan Larese Gallo.
Entre os 40 itens, a empresa tem lápis de madeira certificada, pen drive de bambu, camisetas, réguas e esquadros de resíduos de garrafa PET e papel com sementes de rúcula, que depois de usado como crachá ou etiqueta pode ser plantado. A Eco Side é um das 24 empresas com foco na sustentabilidade, já estruturadas e bem sucedidas, que estão apresentando seus modelos de negócio na Feira do Empreendedor, que segue até sábado (23). O evento registrou mais de 16 mil visitantes desde a sexta-feira (15).
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias
(61) 3243-7852/2107-9104/3243-7851/9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae
Fiquei com vontade de ver o pen drive de bambu (que ainda não está no site) e de testar os papéis do "Projeto salada de papel".
Para entrar em contato com a empresa acesse www.ecoside.com.br
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| Relógio movido a água dispensa bateria - Foto: Thelma Vidales |
Empresa mostra relógio digital que funciona com água
Procura pelos produtos motiva empresa de brindes corporativos a abrir loja física e virtual
Regina Mamede
Rio de Janeiro – Um relógio digital montado em uma garrafinha e movido a água despertou curiosidade nos visitantes da Feira do Empreendedor do Sebrae na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O produto foi criado pela empresa paulista Eco Side – Brindes Ecológicos.
“Difícil acreditar que não tenha qualquer mecanismo dentro”, reagiu a visitante Lúcia Simões. “Fiquei ainda mais espantada por ser água comum e não mineral”, complementou a amiga Regina Célia Nery Gonçalves.“A água tem componentes que geram energia. Ao serem captados por um pavio, eles substituem a bateria dos relógios digitais”, explica o empresário Sérgio Luiz Gallo, que abriu o negócio em 2005 com a proposta de desenvolver e produzir brindes ecológicos para clientes corporativos.
O interesse dos visitantes da feira motivou o empresário a buscar novas possibilidades de negócios. “Aqui, não é um espaço para vender, mas as pessoas queriam comprar nossos produtos de qualquer jeito! Agora, além de um site de vendas, vamos montar uma loja física para atender ao público. Vamos continuar a participar da Feira do Empreendedor porque o retorno é ótimo”, adianta o sócio e diretor comercial, Allan Larese Gallo.
Entre os 40 itens, a empresa tem lápis de madeira certificada, pen drive de bambu, camisetas, réguas e esquadros de resíduos de garrafa PET e papel com sementes de rúcula, que depois de usado como crachá ou etiqueta pode ser plantado. A Eco Side é um das 24 empresas com foco na sustentabilidade, já estruturadas e bem sucedidas, que estão apresentando seus modelos de negócio na Feira do Empreendedor, que segue até sábado (23). O evento registrou mais de 16 mil visitantes desde a sexta-feira (15).
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias
(61) 3243-7852/2107-9104/3243-7851/9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae
Fiquei com vontade de ver o pen drive de bambu (que ainda não está no site) e de testar os papéis do "Projeto salada de papel".
Para entrar em contato com a empresa acesse www.ecoside.com.br
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Upcycle parte II - Faça sua parte e ganhe sua recompensa
Este post já estava mais do que planejado e eu enrolando.
O plano era fotografar mais uma ideia de upcycle e, com sorte, alguns de seus beneficiados, quando acabou acontecendo uma surpresa das boas.
A upcyclagem é de uma antiga grade de ventilador que virou comedor de pássaros; ótima ideia porque, melhor que um prato convencional, a grade deixa a chuva passar mantendo as frutas sempre secas, ao invés de mergulhadas na água.
Três ou quatro arames unidos pelas pontas de cima são o suficiente para manter a traquitana pendurada e pronto, é só abastecer com frutas e, se quiser, um pratinho fundo com água para incrementar a refeição.
Procure um local sombreado e instale o seu. Vale parapeito de janela de apartamento, uma aba de telhado ou, claro, os galhos de uma árvore no quintal ou na calçada.
Se o melhor lugar para pendurar seu comedor foi muito alto, lance mão de roldanas e instale-o como um varal, que sobe e desce.
Dentro de alguns dias a turminha começa a perder a desconfiança e se entrega às delícias, é batata. Ou melhor, frutas.
Se você se distraiu e a banana pretejou ou o mamão começou a amolecer demais, ainda da para aproveitá-los e alimentar a passarada. Laranja e abacate também são ótimas opções.
Mesmo que você more em uma cidade grande e movimentada, sabiás, bem-te-vis e sanhaços azuis serão visitas frequentes na sua janela, acredite.
Mas eis que, às 10:40 da manhã, quando eu ainda nem estava de câmera em punho, vem A visita especial se alimentar no "ventilador":
O plano era fotografar mais uma ideia de upcycle e, com sorte, alguns de seus beneficiados, quando acabou acontecendo uma surpresa das boas.
A upcyclagem é de uma antiga grade de ventilador que virou comedor de pássaros; ótima ideia porque, melhor que um prato convencional, a grade deixa a chuva passar mantendo as frutas sempre secas, ao invés de mergulhadas na água.
Três ou quatro arames unidos pelas pontas de cima são o suficiente para manter a traquitana pendurada e pronto, é só abastecer com frutas e, se quiser, um pratinho fundo com água para incrementar a refeição.
Procure um local sombreado e instale o seu. Vale parapeito de janela de apartamento, uma aba de telhado ou, claro, os galhos de uma árvore no quintal ou na calçada.
Se o melhor lugar para pendurar seu comedor foi muito alto, lance mão de roldanas e instale-o como um varal, que sobe e desce.
Dentro de alguns dias a turminha começa a perder a desconfiança e se entrega às delícias, é batata. Ou melhor, frutas.
Se você se distraiu e a banana pretejou ou o mamão começou a amolecer demais, ainda da para aproveitá-los e alimentar a passarada. Laranja e abacate também são ótimas opções.
Mesmo que você more em uma cidade grande e movimentada, sabiás, bem-te-vis e sanhaços azuis serão visitas frequentes na sua janela, acredite.
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| Sanhaço-azul ou Sanhaço-cinzento - Thraupis [sayaca] sayaca |
Mas eis que, às 10:40 da manhã, quando eu ainda nem estava de câmera em punho, vem A visita especial se alimentar no "ventilador":
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| Tucano de bico verde - Ramphastos [dicolorus] dicolorus |
Foi um tal de sair correndo que quase não deu. Mas deu. Na verdade era um casal e eu não consegui registrar os dois juntos, mas esse simpático da foto passou um tempo alternando grandes bicadas nas frutas com olhares para mim, desconfiado como todas as aves mas bem à vontade. São 48 cm de lindas penas coloridas e brilhantes em plena Granja Viana, a 14 km do centro de São Paulo.
Receber uma visita dessas no quintal é emocionante a ponto de fazer o coração disparar. A mamma, dona do point, conta de outros ilustres visitantes do "comedor de ventilador" que já fizeram seu sangue correr mais rápido. Em determinadas épocas do ano são bastante frequentes diversas espécies de papagaios grandes e pequenos, saguis e até o Jacu de barriga castanha - Penelope [jacucaca] ochrogaster já apareceu para comer frutas. Uma ave enorme, 77 cm do bico à ponta da cauda, quase do tamanho de um peru.
Definitivamente, só deixa de aproveitar as partes de um antigo ventilador estragado quem não gosta de grandes emoções.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Upcycle. Faça a sua parte
Muita gente tem vergonha de garimpar objetos descartados em "lixos" e caçambas de entulho por aí, mas os corajosos que já adotaram essa prática têm produzido coisas super úteis e bonitas com um pouco de visão e habilidade manual.
A receita é nem ligar se estão te olhando na rua e passar um tempo observando o que pode ser reaproveitado, com a cabeça aberta para reconhecer potenciais e deixar a criatividade trabalhar.
Ontem, o almoço na casa da Catharine - garimpadora habilidosa e de muito bom gosto - foi cheio de ótimos exemplos. Na primeira foto deste post, a mais recente adaptação: um suporte de alguma coisa, encontrado no lixo do condomínio, foi lixado, pintado e transformado em pendurador de parte da coleção de suculentas, que já há tempos mora nas casquinhas de coco produzidss lá mesmo, no quintal.
Essa, aliás, é uma história a parte. Catharine colhe os cocos do pé e os pendura para secar. Quando estão no ponto, quem faz a limpeza das cascas secas é o Marley, cruzamento super feliz e inteligente de Labrador com vira-lata. Marley rói coco por coco, tirando todas as fibras e deixando sobrar só a parte dura. Depois é só abrir, limpar por dentro e furar o fundo, para o escoamento da água das regas.
Infelizmente fico devendo a foto do Marley trabalhando, que deve ser a melhor parte desse processo de beneficiamento dos cocos!
Na foto abaixo, a horta de temperos plantada dentro de recipientes descartados de filtro de piscina. Os tambores iam para o lixo (reciclagem, provavelmente), mas foram recuperados a tempo e cortados ao meio, rendendo ótimos vasos de 50 litros cada um.
E por lá as plantas, além de lindas, estão sempre em suportes bonitos e criativos. Abaixo, a Phalaenopsis sp. dentro de um cesto de fibra natural e, na última foto, uma Oncidium sp. plantada numa bainha de folha de palmeira.
Por falar nisso, já mostrei um outro exemplo de aproveitamento de bainhas, aqui.
Esses, aliás, são exemplos perfeitos de UPCYCLE, um conceito criado recentemente no mundo da reciclagem. To upcycle significa produzir uma coisa a partir de outra, dar um novo uso a um objeto usado e descartado. Dessa maneira não se desperdiça algo que já foi produzido e economiza-se na produção de um novo produto. É um jeito de reduzir a geração de lixo e evitar um novo gasto de matéria-prima e energia de produção*.
Só para lembrar, o upcycle é diferente da reciclagem, que é o rebeneficiamento de matéria-prima que novamente abastecerá o processo de produção de algo. Por exemplo: latinhas de alumínio que são derretidas para produção de novas latinhas de alumínio ou de outros produtos feitos a partir de alumínio reciclado, como quadros de bicicleta, esquadrias para janelas, peças para indústria automotiva, obejtos de decoração, etc.
Então que tal olhar em volta de você e dar um passeiozinho por aí de cabeça aberta, procurando oportunidades de "upcyclar" e fazer a sua parte?
Inspire-se nos exemplos!
* Quer ver mais "upcyclagens"? Clique aqui e aqui para ler sobre a construção da minha primeira horta, lá no ínício da história desta Verde Casa, aqui para uma casinha de passarinho também feita de coco e aqui para coleta de água da chuva em tambores reaproveitados.
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